Dados Técnicos

Poemas de vinte amores e uma canção não cantada
ISBN 978-85-366-0799-3
Poesia - JS 4215/1
Formato 14 x 21 cm - 40 páginas
1ª Edição - Ano 2007

Disponível para venda na Livraria Asabeça, Rua Dep. Lacerda Franco, 187, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05418-000, telefone (11) 3031-2298 ou na Livraria Virtual Asabeça 

Poemas de vinte amores e uma canção não cantada
O que se canta e se encena nesses belos “poemas de vinte amores e uma canção não cantada” são os amores conquistados, perdidos e extraviados nas veredas de uma vida plena de questionamentos filosóficos.Eis a fonte genesíaca da criação de Rainer: o amor, o corpo, a sedução, a solidão, e as dúvidas de um poeta que esperou o tempo pintar suas cãs para renová-lo
Rainer Aduren

Rainer é um poeta harmonioso que tem ânsia de compreender e de viver os “instantes” que se estiram na corda do tempo, e para equilibra-se na corda-bamba da existência, recorre à poesia descomprometida, e o faz como se procurasse na palavra perdida, a função transformadora da metáfora mais despojada para cada tema. Neste livro, a ilusão e suas indagações filosóficas, mais que as idéias e os rigores estéticos, formam o fundamento do universo metafórico e poético de Rainer, que agora se revela poeta, para bem alto dizer que o amor tem um lugar de honra na sua solidão. E o que choca é a fusão inesperada e desconcertante entre o lirismo despojado e seu desapego formal aos rigores da poesia comportada. Ei-lo por inteiro nessa conjugação lírica de amálgamas e metáforas, capazes de desenhar o perfil de um poeta que sabe rondar para além dos próprios entornos.  Se a poesia servir para cumprir o papel da garrafa do náufrago, ainda que não leve em si toda a verdade (o poeta é um fingidor), o mérito de quem compõe à deriva, entre cimos e abismos, representa para nós, leitores, uma esperança que, mesmo sendo a última a morrer é, quase sempre, a primeira que se abala. Sinto-me feliz em saudá-lo, pois nosso poeta Rainer é um inconformado e incontido, e não almeja transformar o mundo, nem expor tudo que é sentido, e comovido, sofre mudo.
Ruy Câmara