Dados Técnicos
"Escritos"
Decio Bar
Scortecci Editora

Poesia
ISBN 978-85-366-1088-7
Formato 14 x 21 - 120 páginas
1ª edição - 2008
Escritos
Escritos apresenta os poemas de Decio Bar, organizados por sua filha Joy Pedreira Bar.

Decio se envolveu em atividades políticas e culturais e nos anos 60 fez parte do grupo literário Poetas Novíssimos, chamados de "malditos" porque se contrapunham à estética oficial e ao formalismo da poesia concreta. Em edição póstuma, foram reunidas as produções literárias de Decio, falecido em 1991, aos 48 anos de idade.

Decio teve participação notória em eventos ligados à cidade de São Paulo até o advento da ditadura quando passou, segundo ele próprio, para "a moitinha da História". Esta sua participação estimulou a filha a tornar públicos, após seu falecimento, os escritos encontrados entre os seus pertences.

As produções aqui reunidas se referem a dois períodos muito diversos entre si do ponto de vista estilístico e de conteúdo: as dos anos 60, época dos Poetas Novíssimos, quando o sonho era possível e o autor respirava poesia, e as dos anos 80, em uma poesia dura e irônica.

Por não terem recebido a arte final do autor, foram transcritas literalmente, assim como preservadas a sua assinatura e a representação gráfica do nome de uma das pastas com os seus textos dos anos 80, denominada "Escritos".
Decio Bar

Decio Bar nasceu em São Paulo, em 27 de agosto de 1943, e faleceu em 16 de julho de 1991, também em São Paulo. Filho de Ide Leib Bar e Bella Bar, irmão de Paulina Genta Burd, nasceu e viveu sua infância no bairro do Bom Retiro.

Cursou várias faculdades, dedicando-se profissionalmente ao jornalismo: revistas - Realidade, Veja, etc. - e à publicidade - Standard, PROEME, etc. Publicou um livro, No Temporal, por ele definido como uma novel-Poema. Em 1963, autoapresentou-se: "Começou como poeta. Passou a contista. Inverteu as técnicas tradicionais de prosa poética e partiu para a 'poesia prosada', isto é, a sintaxe livre e rítmica do poema dando ênfase indissolúvel ao entrecho". Ao que acrescentou: "Outras bossas: desenhista, ator, compositor, de samba, chargista, ghost-writer". Além disso, realizou filmes em Super-8, alguns premiados, fotografias, roteiros para TV, além de importantes matérias jornalísticas, que se tornaram referências para estudos posteriores. Foi homenageado em obras escritas por Maria Adelaide Amaral, que também foi adaptada como minissérie, Judith Patarra, entre outras, devido à sua participação em acontecimentos importantes da cidade de São Paulo e ao seu modo de ser intenso e criativo.