Dados Técnicos
O Anjo Encarnado
Solange Berard Lages Chalita
Socortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-1215-7
Formato 14 x 21 - 104 págs.
1ª edição - 2008
O Anjo Encarnado

Ao receber a honrosa missão de escrever o prefácio do livro O anjo encarnado, de Solange Lages Chalita, texto adensado por um aparato mítico-poético que dialoga com a imagem arquetípica angelina, senti impacto e deslumbramento. Li de uma só vez e, a cada página, algo me inquietava:  - Anjo encarnado! Queres também vasculhar meu mundo submerso? Não bastou irromperes na memória intuitiva, sensível de Solange? Não permiti que me respondesse e li o livro de trás pra frente, abrindo páginas esparsas, procurando cada vez mais me distanciar(ou aproximar?) do universo lírico da autora.
A construção deste livro é um processo ímpar. Solange estava em fase de escrita da sua tese de doutorado, cujo corpus era o romance O anjo, de Jorge de Lima, tarefa que requer o exercício da racionalidade, do rigor acadêmico, da precisão teórica e da objetividade.  Mas, imperiosamente, a poeta que existe em Solange não se contentou em apenas construir um discurso de natureza/obrigação acadêmica,que escapava à sua sensibilidade artística. Inicia-se, então, um duelo entre a ensaísta e a poeta e o resultado é um outro texto.Assim, a obra que agora lemos é um grande diálogo com o anjo criado por Jorge de Lima; a construção poética de O anjo encarnado é um discurso intertextual com a obra do grande poeta alagoano, palimpsesto arquetípico que a escritora vai desnudando passo a passo com o cinzel da palavra, à medida em que novas representações do anjo vão sendo reveladas em discurso lírico,pois “para que não te percas/ no extravio/ da memória/ escrevo-te/ meu anjo”. Edilma Acioli Bomfim

Solange Berard Lages Chalita

SOLANGE BERARD LAGES CHALITA é natural de Maceió,(AL). É casada com o pintor Pierre Chalita. Escritora e Artista Plástica. Licenciou em Letras Clássicas pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras Santa Úrsula da PUC, no Rio de Janeiro e bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Alagoas.
Doutorou-se em Literaura Brasileira em 2008, a UFAL, com a tese O Anjo Encarnado: aspectos mitopoéticos de uma aventura compartilhada no modernismo brasileiro”. Publicou Reflexos aqueus na Ilíada. (ensaio-1962). Canto Anônimo (poesia-1967). Canto Sinônimo (poesia-1970), premiado pela Academia Alagoana de Letras. Canto/Desencanto (poesia-1975). Passagem (contos-1979), premiado pela Academia Alagoana de Letras. LILY LAGES (ensaio-1978). Uma leitura junguiana do cordel nordestino: dois exemplos (ensaio-2002). Canto Mínimo - São Paulo: Scortecci, 2008.
Iniciou-se como artista plástica, no Ateliê de Pierre Chalita, na década de 70. Realizou exposições individuais no Brasil eno exterior, e, em parceria com seu marido, em Madri, Buenos Aires e Lima.
Pertence às seguintes instituições culturais:Academia Alagoana de Letras. Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Membro da União Brasileira de Escritores (U.B.E.). Academia de Letras e Artes do Nordeste, Associação Alagoana de Imprensa, Associação Brasileira de Críticos de Arte.
Atualmente é presidente  da Fundação Pierre Chalita, instituição, que abrange dois museus de arte, pilares da cultura alagoana.