Dados Técnicos

Sete Contos Policiais Inusitados
(E Uma Poesia)
Dárcio Cintra
Mauricio P. Araujo
Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-2055-8
Formato 14 x 21 cm 
104 páginas
1ª edição - 2011

Sete Contos Policiais Inusitados (E Uma Poesia)
Em A Morte de Timóteo Arautra, o amigo Mauricio P. Araujo já me havia levado a um desfecho inédito para uma aventura policial. Mas não parou por ali, pois, em nossas intermináveis conversas, muitas outras ideias surgiriam e seriam levadas ao texto, como agora, em Sete Contos Policiais Inusitados (e uma poesia).
Dárcio Cintra
Dárcio Cintra / Mauricio P. Araujo
Dárcio Cintra deu créditos da coautoria deste livro a Mauricio P. Araujo, mas com um ingrediente bem apropriado a um livro de histórias policiais: Mauricio não soube, senão quando recebeu o livro pronto, pelo correio. Se existem irmãos genuínos fora dos laços de sangue, os dois com certeza são o exemplo disso. Amigos de longa data, tudo começou à época em que Mauricio vendia livros para o já extinto Círculo do Livro. Certa feita abordou Dárcio, curioso pelo interesse deste em Agatha Christie (a famosa autora policial inglesa, que Mauricio também apreciava). As conversas sobre o assunto culminaram na leitura, por parte de Mauricio, de alguns dos manuscritos de Dárcio. Daí, para o primeiro livro publicado por Dárcio, A Morte de Timóteo Arautra, com um final sugerido por Mauricio, foi um passo. E assim nasceu uma bela e imaginativa parceria. Segundo Dárcio, ao Mauricio foi dado o dom de sugerir coisas inusitadas; a ele, por sua vez, o dom de reproduzir em papel algumas das sugestões do amigo, muito embora também possua força criadora não menos invejável. Com esta obra, Dárcio Cintra presta-lhe uma homenagem, mas também mostra como pode dar-se o processo criativo de uma história, revelando o quanto as pessoas, os amigos e tudo o que cerca um autor, podem influenciar no desenvolvimento de uma trama. À época da publicação de A Morte de Timóteo Arautra (em 1988), Mauricio, além de ser surpreendido com o convite para a noite de autógrafos, surpreender-se-ia uma segunda vez ao ler o livro, pois o manuscrito que lera inicialmente (quase uma sinopse), não retrataria o resultado final. Suas palavras, ao terminar a leitura e procurar Dárcio, foram: “Exatamente assim pensei este final. Você conseguiu”.
E agora, o que dirá ele?