Dados Técnicos

Martagarida
Marta Maria Lima Alves
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2175-3
Formato 14 x 21 cm 
108 páginas
1ª edição - 2011

Martagarida
Martagarida, misto de Marta e Margarida, é uma seleção de poemas em que a primeira parte do nome Marta são voltados para a alma, a família, o espírito, a religião. Esses poemas com a alma da Marta trazem em suas entrelinhas o desejo do homem e da mulher de buscar Deus, de buscar o Sagrado, como se pode perceber nos versos “Deus de amor cuida do meu coração; zela pela minha consciência para que eu não pereça...” (Oração para se ter uma boa Colheita) ou “No mistério de mim vive um anjo?

Enviado de Deus para guardar-me./Traz abraços da virgem Maria/E sussurra ao ouvido direito/Um recado direto do Pai..” (Meu anjo e eu). A segunda  parte do nome, Margarida, inclinada à arte, ao belo, ao novo, à criação, à natureza como Pácora, a inspiração do poeta em sua profunda sensibilidade “Quem és tu que me vens na alma da noite”. Essas misturas então deram vazão a uma infinidade de assuntos como amor, família, fé, liberdade, vida, solidão, criação, juventude, primavera, Brasília, ônibus, avião, cemitério, guerra.

Pelas entrelinhas lê-se uma busca pelo belo, pela inspiração “Martagaridamente” exalando em cada verso, pois que a poesia nasceu, correu na veia, um dia adormeceu e resolveu acordar-me chamando-se Pácora e dizendo-se inspiração e intimando-me a escrever “pois que ela  nasceu na alma da noite quando tudo era cerração” e eu não poderia deixá-la esquecida dentro de mim sob a condição de um dia queixar-me de inconsequente ou de vir a ser chamada de culpada por não usar o dom que me foi dado. Não, isso não! Martagarida não haveria de deixar as gavetas mofadas, as teclas grudadas do computador, as memórias quase apagadas de minha recente juventude e ganhar o prelo e chegar ao leitor. Não! Martagarida não poderia deixar-se deteriorar no tempo.

A poesia não pode ser aprisionada, o poeta sim. O poeta pode se esconder em nomes e pseudônimos, a poesia não, ela se mostra e carrega em suas linhas, em suas letras queixumes, dores, cansaços, alegrias, felicidades, frustrações... Ela não se esconde. O poeta compõe, e deixa de ser dele. Assim, leitor, cuide de Martagarida, ela é sua. Leia-a, ame-a, pois nela está em alguma página quem sabe sua história, porque o poeta não escreve para ele, escreve para o mundo.
Marta Maria Lima Alves
Marta Maria Lima Alves

Marta Maria Lima Alves natural de Capistrano-CE. Mudou para Brasília em 1972. A 11ª filha de uma família de doze filhos. Casada com Paulo Cezar de M. Leite, Diácono Permanente da Igreja Católica, o responsável pela composição de seus três maravilhosos e inesquecíveis poemas: Mª Beatriz, Mª Carolina e Mª Mariana. Poeta e contista, formada em letras e pós-graduada em Língua Portuguesa, associada à APPERJ – Associação Profissional de Poetas do Rio de Janeiro, tem poemas publicados na internet; participações em concursos de poesia na Espanha; publicação em algumas antologias de Poetas do Sindicato dos Escritores do DF, além de constar como verbete no Dicionário de Escritores de Brasília (Napoleão Valadares) e no Dicionário de Poetas contemporâneos (Fernando Igreja). Em 1983 Ficou em 2º lugar no Concurso de poesia da Rádio Jornal FM e Jornal de Brasília, em Parceria com o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, com o poema “Quatro Haicais para uma Noite”. Atualmente está cursando o 7º semestre de Teologia no Curso Superior de Teologia na Arquidiocese de Brasília. Do pai herdou a poesia, o verso a rima; da mãe, a criatividade e a doçura; de Deus, o dom da vida e a mesa onde se serve para compor seus versos.