Dados Técnicos

Crônicas Escolhidas
Ramiro Esdras Carneiro Batista

Scortecci Editora
Crônicas
ISBN 978-85-366-4556-8
Formato 14 x 21 cm
160 páginas
1ª edição - 2016

Crônicas Escolhidas
Crônicas Escolhidas: do existencialismo ao escrevinismo - (...) Seriam tais escritos reflexo do pós-modernismo poético? Não se sabe. Mas há de se ver que os recuos para constituir o desenredo torna Ramirez um prodígio de contares fotográficos e recortados. Michel Pollak em seu Memória, esquecimento e silêncio (1989) nos explica os objetivos da construção da memória coletiva e subterrânea para que possamos verificar os seus efeitos históricos, dialéticos e sociais. Dentre os efeitos, destacam-se a doutrinação ideológica, as lembranças que são confinadas ao silêncio e permanecem vivas por meio das narrativas que passam a analisar os fatos, de certa forma, como resistência numa sociedade civil impotente, e que o discurso dos narradores se opõe ao excesso de discursos oficiais. Curiosamente, percebemos nas crônicas que há também as lembranças das relações (inter)pessoais e críticas adequadas à inobservância dos desmazelos sociais, que, algumas vezes, recobram também ideais, como se verifica em “Fidel e eu”.
Ramiro Esdras Carneiro Batista
Ramiro Esdras Carneiro Batista é montes-clarense de nascimento, mas passou a maior parte de sua vida em Januária, extremo norte de Minas. Escreve desde criança, mas nunca ousou publicar o que chama de “meus desvarios”. Lusófono inveterado, Esdras tem no existencialismo e no intimismo os fundamentos de sua escrita. Declara que nunca publicou, ganhou ou concorreu a nada, mas no limiar de suas quatro décadas de existência – com um pé dentro e outro fora da cova – o desejo de escolher e publicar algumas de suas crônicas e contos veio à tona.