Dados Técnicos
Tempo, Tempero:
Tem Pinho, Tem Pão
Jorge Arildo
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-4916-0
Formato 14 x 21 cm 
116 páginas
1ª edição - 2016
Tempo, Tempero: Tem Pinho, Tem Pão
Na composição tempo-espaço, o tempo é uma dimensão especial. Inexorável, todos passam por ele que permanece inalterado. Insensibilidade do tempo... Se não desconfio, penso que este mundo está imobilizado no tempo, com futuro sendo reprodução do presente; temporária satisfação, invasão dos sentidos humanos. Dinamismo do comportamento, tudo acontece no tempo: ao trabalho e virtude opõe-se vício e pecados, fiéis testemunhas da obra do tempo. Transcendendo, inobstante os limites da lei e dos sonhos, vicissitudes, mazelas e glórias... A História cobra o desenrolar, o funcionamento. Tempo sem tempo, caminha rápido.

Acontecimento! Ansiedade, enlevo, angústia do dia a dia: caminha lento –, não se sensibiliza com todo e qualquer elemento. Desencantamento! Intrépido, rejeita as amarras (Espírito do tempo). O tempo não para! Tem hora que dá um tempo, no pragmatismo ao silêncio se alia... Aliado ao silêncio o tempo recria mas não é afetado por outros movimentos. Ledo engano ou plácido absurdo, as pessoas acreditarem que o tempo é absoluto, vencedor, soberano ante o eterno momento?!... Inobstante as dimensões relativas do tempo, do espaço e do plano, pelas artimanhas conheço a amplitude do meu tempo –, bastante diferente do tempo newtoniano ou mecânico – e particularmente relacionado com o movimento. Vítima do nefasto ou se alinhando ao viés de ternas possibilidades, da paixão à indignação – qualquer ferida –, vem a esponja do tempo e absorve o prurido...

Descontinuidade por isso, sem sentido; atemporalidade surge como uma nova abordagem de básicos valores: verdade, justiça – numa visão renovada de mundo – consciência, criatividade! Muito além do seu tempo, Albert Einstein com a cara e a coragem socorre-nos à relatividade... De graça no tempo, conhecimento vira ouro. Tolo quem gasta seu tempo, é tesouro – esperança quântica que arde. Sem imaginação, ousadia, pudera pobre, covarde...
Jorge Arildo