Dados Técnicos
Dias de Um Justiceiro
Dias de Cordel
Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-5489-8
Formato 14 x 21 cm 
64 páginas
1ª edição - 2018
Dias de Um Justiceiro

Atafulhado

A Cajé que alguém queria
Era uma estranha pantera
Que com prazer se exibia
Querendo encher a ‘cratera’
E dava em cima da gente
Com seu priquito valente
Ávido por uma paquera.

Literalmente, era ‘grossa’
E arisca nas investidas
Nunca se sentiu na fossa
Porque tinha ações temidas
E em processo de arrastão
Dominava a situação
Com reações atrevidas.

Com o seu peso excessivo
Fez, claro, um estrago feio
E eu que não sou ‘explosivo’
Fiquei devendo um recheio
Pois naquele emaranhado,
Sem dúvida, fui ‘dominado’
No ‘inferno’ e senti receio.

Coisas chatas

Eu não gosto de mochila,
Guarda-chuva e bermudão
Porque gosto de tequila
Em qualquer ocasião
Nunca usei uma pochete
Nem gosto de ver pivete
Ou trombadinha em ação.

Uma mochila incomoda
Em qualquer lugar que vou
Só que a chata está na moda
Que todo mundo ‘adotou’
E o guarda-chuva? Esse é
Para esquecer, onde houver
Dama, que se arrebitou...

Virou moda usar mochila
Que chateia e se reflete
Como incômodo que ‘enquizila’
Tanto quanto uma pochete
E o tal bermudão grosseiro
Dá certo com trapaceiro
Que não paga a garçonete.

Garrincha e os outros

Tudo passa nessa vida
E até Garrincha passou
Um driblador de investida
Pra cima de um marcador
Só que advém contratempo
Para estragar nosso tempo
Que aqui, pra sempre, ficou.

Passou Giuliano Gemma,
De Western, um grande ator
E o malvado estratagema
Que a morte já programou
Manda todo mundo embora
Mas quem foi? Haja demora!
Jamais, de lá, regressou.

Alguém diz que o tempo passa
Mas é só coisa inventada
Só sei que a morte ameaça
Sem qualquer data aprazada
A todos que estão passando
E o tempo? Aqui vai ficando,
Sem passagem programada.

Dias de Cordel