Dados Técnicos
Ser ou Não Ser Empreendedor?
Descubra o Seu Perfil
Januário Moreira Lima

Scortecci Editora
Empreendedorismo
ISBN 978-85-366-5739-4
Formato 14 x 21 cm 
80 páginas
1ª edição - 2018
Ser ou Não Ser Empreendedor?
O que determina o sucesso empresarial de uma pessoa? Determinação? Conhecimento? Trabalho? Sorte? Talento? Oportunidade? Aptidão? Necessidade? Ao pedir demissão do Banco do Brasil, em 1995, Januário Moreira Lima encontrou o mote para escrever este livro, direcionado a quem dispõe de recursos financeiros e deseja empreender. Naquele momento, muitos colegas aderiram também ao Plano de Demissão Voluntária (PDV). Observou que a maioria dos funcionários que saía do banco para abrir negócios fechava as portas. E isso começou a aguçar sua curiosidade. Por que pessoas competentes, que entendiam de contabilidade, gerenciavam o banco, não conseguiam ser bem sucedidas em suas empresas? Januário ensina que é necessário ter cinco características para se constituir como empreendedor: propensão a poupar; tratar bem as pessoas; humildade (escutar bastante, tentar entender o outro lado, não ostentar sem ter como custear); gosto pela matemática e disposição para o trabalho. A partir de sua vivência, afirma que para o empreendedor iniciante a probabilidade de insucesso é maior que a de sucesso. “As pessoas que querem se aventurar no mundo dos negócios deveriam saber disso. Elas costumam responsabilizar o próprio negócio pelo fracasso, mas a culpa pode ser do proprietário, que se não tem jeito para negócio, não nasceu para ser empreendedor, o risco de perder dinheiro é certo!”.
Januário Moreira Lima

João Januário Moreira Lima faz parte de uma família de dez irmãos com origem na zona rural do interior do Maranhão. Lugar sem energia elétrica e de água nas cacimbas. A prole foi orientada pela figura materna, gestora dos recursos materiais trazidos à casa pelo pai e dona de uma linha forte de comando, que era manter todos ocupados a partir dos sete anos de idade. Tempo dividido entre a escola e o trabalho. Januário conheceu a roça, a quebra de coco babaçu. Na casa, sua mãe tinha teares e ali aprendeu a tecer chapéus de palha e redes para vender. E ainda tinha a caça e a pesca, atividades executadas pelo pai com a ajuda dos filhos. Mas tinha uma coisa que ele detestava: procurar as peruas no mato, em noites de chuva, para dormir em casa e evitar que fossem atacadas por raposas. Um dia ele perguntou: “Mamãe, não tem uma maneira melhor da gente viver?”. Ouviu a resposta: “Tem, meu filho, se tu estudar, tem! Pode ir para a cidade”. Em 1965, com 12 anos, chegou a São Luís e assumiu a primeira experiência como vendedor, empregado em uma pequena quitanda de um dos irmãos mais velhos. Na bagagem trazia as noções de aritmética aprendidas mais rapidamente para evitar sofrer a ação da palmatória, que os estudantes podiam distribuir entre aqueles que não acertavam as contas da tabuada. Determinado a que ninguém lhe desse bolo, chegava preparado para a arguição. “Eu já tinha orgulho próprio. Por que alguém tinha que me dar bolo?”. Fez exame de admissão e entrou numa classe de ginásio. Começou a trabalhar por conta própria com 16 anos. Comprava e vendia pacotes de cigarros da Souza Cruz porta a porta nas mercearias e bares de São Luís. Cursou Engenharia Civil e Administração, esta última formação decisiva para a consolidação de sua carreira como empresário. Depois de trabalhar na Funasa, no INSS e numa concessionária da Ford, foi aprovado nos concursos do Banco do Brasil e de Auditor Fiscal do Estado. Optou pelo banco, onde permaneceu por 14 anos. “Foi uma verdadeira escola.” Pediu demissão do banco para expandir seus negócios. Não quebrou nem se arrependeu do feito. Hoje se sente plenamente satisfeito pelo que conseguiu na vida.