Dados Técnicos
...Cidade Louca Sem Véu...
ISBN 85-7372-000-0
Romance - JS 2026
Formato 14 x 21 cm - 280 páginas
1ª Edição - Ano 

Disponível para venda na Livraria Asabeça, Rua Dep. Lacerda Franco, 187, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05418-000, telefone (11) 3031-2298 ou na Livraria Virtual Asabeça
...Cidade Louca Sem Véu...

Apesar das dificuldades - acesso à mídia e grandes editoras - Luís Alberto vem escrevendo regularmente. De forma alternativa, a Editora Scortecci tem sido um caminho para a divulgação de sua obra inédita. Ele diz que sua meta não é a fama imediata ou apenas escrever para os amigos lerem. Por isso tenho batalhado e levado meus trabalhos a outras paragens.
Luís Alberto lançou Risos e Espelhos, livro de contos, em 1989. Os temas abordados pelo escritor em seus trabalhos se referem ao cotidiano. Seus personagens sempre buscam a felicidade, lutando com o próprio ego.
Cidade Louca Sem Véu é quase um romance: na primeira parte conta detalhes de uma cidade e de seus personagens; na segunda, desenvolve a parte psicológica deles. Além desses, o autor tem quase pronto um outro livro: O Barão de Japuí. Tenho muito entusiasmo de continuar escrevendo para um dia conquistar um lugar ao sol.

Luís Alberto Santos Ribeiro

Luís Alberto dos Santos Ribeiro nasceu em Santos, em 18 de Maio de 1946. Lembra que seu primeiro trabalho foi publicado em São Vicente Jornal, da cidade de mesmo nome. Cursava nessa época o ginásio. Sua tendência musical surgiu ao participar em 1968 do Primeiro Festival de música popular da baixada paulista. Chamava-se a composição: Os Companheiros. Ganhou medalha A Tribuna.
Al viento camiña el mar/ caminhos dão para lá/ nos guiam a pontos, passos, pontas de tardar/ levamos vida em nós/ Mas temos que por fim/ pelas cidades frases, formas afrontar.
Em 1970 venceu o III FEMPO com Abre-alas:
Setenta é o lixo do mundo cristão/ setenta é o luxo do mundo em vão/ setenta é a taça, a traça/ com meu amor: abre-alas, abriu ô!
Em 1971 classificou duas composições no festival universitário de extinta TV Tupi de São Paulo. Trecho de Coroas da Mente:
Ô, a qualquer hora há mil espinhos/ a qualquer hora de um domingo em maio/ uma coroa pra mim.../ Ele crucificado, democratizado, comercializado/ Num quase xaxado e eu?...
Após curso de teatro, fez músicas para a peça Chá dos Sabugueiros de Raul Pederneiras, e em 1974 foi agraciado com o prêmio Governador do Estado no XII Festival Estadual de Teatro Amador de Rio Claro.
Na década de oitenta passou a dedicar-se à escrita. Rosa Exuberante e mais quatro poemas receberam menção honrosa no concurso de literatura do Projeto Consciência e Liberdade - Cem Anos de Abolição da Secretaria de Educação de São Paulo.
Ó rosa exuberante/ parida, pura, in natura/ de sêmen alforriador, sem direitos, mestiça/ .../ hoje és cabrocha e nua/ mulata objeto e luminosa/ alta, beautiful in outdoor.
Com apoio cultural do Banco Nacional participou do livro Nau de Poemas.
Que seja tudo muito simples/ .../ que seja tudo muito rápido/ pois o ser já estava leve/ .../ quando dissolveu o ego em meditação/ .../ que seja tudo definitivo/ .../ Ó escravos, reis, súditos/ pois a eternidade é silêncio profundo...
Em 1989 conheceu o escritor paulista Inácio de Loyola Brandão numa oficina literária. Disse Inácio ao ler seu conto FM Sol: Se não me deparei com uma vocação de escritor, então conheço pouco deste ofício. E de um escritor indignado, de um escritor que apalpa a estranheza do mundo, reflete a perplexidade... Animado com tais palavras publicou Risos e Espelhos pela João Scortecci Editora. Mas precisava sentir outras reações. Enviou-o a diversas pessoas. Dentre elas o jornalista Maurício Kubrusly que gentilmente observou: Parabéns pelo Risos e Espelhos, não pare, você é do ramo...
O patriarca completava cem anos... Naquele domingo quase todos os parentes se reuniam para homenageá-lo... Já fazia tempo que o velho decidira não falar mais... O evento atingia seu clímax... Foi então que ele se ergueu e se dirigiu ao microfone instalado para os oradores falarem... Sua voz soou calma e decidida: os risos são efêmeros e esquecíveis, mas os espelhos da mente são inexoráveis. Mesmo quando fechamos os olhos ou caímos em aparente silêncio eles continuam a nos refletir...

A 12ª Bienal Internacional do Livro lhe deu o gosto de estar num grande evento. A oportunidade foi oferecida pela União Brasileira dos Escritores, da qual é sócio nº 2923. Ainda em 1992 participou da antologia santista em prosa e verso com o conto Sete Espelhos, e o poema Auto conhecimento.
- Não consigo ocultar-te meus segredos, desvendas tudo, concluiu Jaconias desapontado.
- As razões são possíveis de dominar-se, de modificar-se... Porém os interiores só os convidados atingem... És meu anfitrião... Esta arma agora te pertence, disse o cigano com os cabelos embranquecendo...
Na Antologia Poética Nacional vol. VII da João Scortecci Editora, em 1993, publicou Cinco Poemas de Amor.
Bruxaria, feitiço, sedução? Não, foi amor/ .../ agora, que faço se não penso?/ só bebo desse vinho/ queimo nesse fogo, só...
A Antologia Poética da João Scortecci Editora na 13ª Bienal Internacional do Livro - 1994 lhe deu a chance de apresentar dois trabalhos: Fome e Vera Feito Purpurina.

Um dia ele nasceu/ DNA: metade homem, metade mulher/ .../ de lantejoulas e purpurina/ Vera definhou, desapareceu.../ pessoa que Deus permitiu ao diabo soprar/ e ninguém assumir.
Influenciado pelo contato com o Guru Indiano Rajneesh, publica agora Cidade Louca Sem Véu.
Walter Rodrigues
Ator e Diretor Teatral