Dados Técnicos
O Boneco Erótico
ISBN 85-366-0359-3
Crônicas Brasileiras - JS 3802
Formato 14 x 21 cm - 212 páginas
1ª Edição - Ano 2005

Disponível para venda na Livraria Asabeça, Rua Dep. Lacerda Franco, 187, Pinheiros, São Paulo, SP, CEP 05418-000, telefone (11) 3031-2298 ou na Livraria Virtual Asabeça
O Boneco Erótico

O Boneco Erótico é uma coletânea de contos de humor sobre o comportamento humano diante da sensualidade, do tesão, dessa força estranha e poderosa que nos conduz a tão bizarras decisões. A bem da verdade, as narrativas basearam-se em fatos reais. Na maioria das situações, além do sensual fato gerador da estranha conduta, notei que existia um outro elemento comum – a percepção algo tardia de que estavam enfiando os pés na jaca. Parece que só depois de saciado o desejo notamos que, desde o início da empreitada, havia um mico portando uma previsível bomba-relógio. Em algumas passagens, decidi assumir a visão do protagonista, para valorizar a forma como me foram narrados os fatos. Em todas, descaracterizei  nomes, locais, instituições, datas, relações de parentesco, mesclando características que poderiam ser por demais óbvias, evidentemente, para resguardar a identidade das fontes e dos atores. Procurei compor os tipos humanos, colocando no papel traços peculiares a diversas personalidades que julgo pitorescas dentre as que conheci em minhas andanças pela Terra dos Homens. Por isso, este trabalho evidencia-se como obra de ficção mesmo. Toda e qualquer semelhança com a integralidade de pessoas reais não é apenas mera coincidência, mas um vexame felomenal, no dizer do personagem do José Wilker numa novela da Globo.

Wilson Jorge de Paula (Bill George)

O contador de histórias de humor Bill George nasceu meio carioca, meio britânico, neto por parte de mãe de um súdito da Coroa da Inglaterra. Mais tarde viria a descobrir-se cidadão norte-americano, misturando orgulho e uma dose de decepção porque, embora também brasileiro, sempre encontrou uma enorme dificuldade para ensaiar mesmos os mais rudimentares passos de samba. Na adolescência, migrou do clássico para o Rock and Roll e tocou contrabaixo em bandas de Yé-Yé-Yé, com direito a shows e apresentações na TV, durante a febre dos Beatles. Estranhamente, como oficial da Força Aérea, passou a maior parte do seu tempo de serviço em atividades ligadas à comunicação social, escrevendo discursos que seriam lidos por ministros e presidentes, criando vídeos e documentários, administrando publicações. Alma irrequieta, foi diretor de entidades de pesquisas históricas, atuando como eminência parda em movimentos políticos na década de 80. Poeta, mesmo bissexto, foi homenageado por uma livraria no Rio, junto com o ex-senador e professor da Universidade de New York Abdias do Nascimento, pelo conjunto de sua obra. Artista plástico, expôs seus quadros em vários espaços. Com um ar jocoso, credita a venda de seus trabalhos para apreciadores europeus à miraculosa capacidade de persuasão do marchand Climeni. Gravou entrevista para TVE, participou do Programa da Edna Savaget, concluiu curso de Cinema e TV, fez visitas à Antártida, sobrevoou o vulcão Santa Helena ainda fumegante, mudou-se para os Estados Unidos, tornou-se membro da Organization of Black Screenwriters, da Association of Independent  Video and Filmmakers e da American Translators Association. Foi locutor de rádio em Washington, entrou para o ramo de restaurantes, gravou depoimento para a Smithsonian, produziu e dirigiu Making America e Bits and Piece para a Montgomery Community Television de Maryland, proferiu conferência na Howard University sobre Zumbi dos Palmares, escreveu roteiros para cinema e deu palpites em trabalhos alheios. Publicou mais de três centenas de artigos, ensaios e reportagens sob diversos pseudônimos e sobre assuntos que vão de culinária a medicina, passando por crítica literária, esportes, aviação e astronomia, tudo com um personalíssimo toque de irreverência e humor. Segundo Olie Johnson, um amigo e professor da Universidade de Maryland, Bill George é o último dos Renascentistas. Segundo Bill, o homem de sete instrumentos sempre corre o risco de desafinar em oito, assim como o pato, o polivalente atleta do reino animal, que nada de maneira sofrível, voa mal e anda desajeitado.