RECORDAÇÕES DE UMA LONGA VIDA / Manoel de Oliveira Maia

O exemplo de vida de um homem que nasceu pobre, no sertão da Bahia; foi alfabetizadado somente com 15 anos de idade; com 17 anos veio tentar a vida em São Paulo; trabalhou como mensageiro, garçom e entregador de jornais, estudou, trabalhou e lutou intensamente, a cada dia de sua vida; nunca esmoreceu, diante das maiores dificuldades; e conseguiu obter pleno sucesso profissional e humano! Hoje, já octogenário, Manoel de Oliveira Maia é empresario e líder de classe dos contabilistas. Neste seu livro de recprdações, ele revela o GRANDE SEGREDO DO SEU SUCESSO: seu lema de vida: " EU QUERO, EU POSSO, EU CONSIGO!". Este é um livro que deve ser colocado na mão de todos os jovens brasileiros!

Hesitei muito antes de dar início à redação deste livro. Sempre entendi que autobiografias ou livros de memórias somente têm cabimento no caso de pessoas que tiveram vidas importantes, que praticaram feitos heroicos ou grandiosos, que viveram momentos importantes da História do Brasil ou da Humanidade. E nada disso aconteceu comigo. Sempre fui, e com a graça de Deus sempre serei, uma pessoa simples, um homem do povo, um homem comum, quase um anônimo. Minha vida nada teve de especial, no meu modo de entender. Mas conto-a, na esperança de motivar e estimular jovens pobres que nasceram, como eu, em locais remotos e afastados dos grandes centros civilizatórios, ou que nasceram em cidades maiores, mas sem recursos econômicos suficientes para terem uma boa formação escolar e profissional. É para animar e estimular esses jovens que aqui dou meu testemunho de vida.
Manoel de Oliveira Maia

Manoel de Oliveira Maia nasceu no sertão da Bahia, numa região muito pobre e assolada pelas secas. Somente aos 15 anos de idade pôde ingressar em uma escola e aprender as primeiras letras. Dois anos depois, veio para São Paulo, empregou-se como garçom e iniciou sua vida profissional. Estudou contabilidade e, depois de décadas de trabalhos e lutas, tornou-se um profissional bem-sucedido, referência e líder de classe. A existência lutadora e laboriosa de Maia pode bem ser simbolizada pelo imbuzeiro, a árvore apresentada na capa deste livro.

O IMBUZEIRO
“O velho imbuzeiro continuava de pé, enterrando suas raízes no solo e dele sorvendo, avidamente, a escassa umidade que o interior da terra conseguia ocultar aos raios devoradores do insaciável Sol e reter em suas raízes. Ano a ano, como em um passe de mágica, florescia e, no mês de janeiro, entregava à luz esfuziante do astro-rei centenas de saborosos frutos, que faziam as delícias dos que os saboreavam. Era a hora das tachadas de imbuzada, quando, em leite de cabra e com bastante rapadura, as mulheres cozinhavam os imbus e todos os sertanejos se deliciavam com aquele pitéu dos deuses... Nas épocas de seca braba, o imbuzeiro beneficia a população. Suas raízes, desenterradas, possuem uma espécie de tubérculos, as ‘batatas de imbu’, que conservam água e podem ser sorvidas por lábios sequiosos. Depois, secas e raladas, fornecem farinha que não é muito nutritiva, mas ajuda a disfarçar a fome nas horas de aperto.

Acredita-se que tenha, também, propriedades medicinais. Euclides da Cunha chamou o imbuzeiro, da espécie Spondias tuberosa, de ‘árvore sagrada do sertão’. De fato, ele assume naquelas regiões um papel que simboliza a Providência Divina. É a árvore benfazeja que ampara os pobres e alivia seus sofrimentos. O imbuzeiro, na sua dura luta para sobreviver em clima hostil, também é símbolo do próprio sertanejo, que antes de tudo é um forte, como escreveu o mesmo Euclides da Cunha. O sertanejo luta diariamente para sobreviver, é obrigado a extrair seu sustento pelos modos mais incríveis, é-lhe difícil e até heroico o que para outros nada custa. Mas, assim como o imbuzeiro, sabe alegrar-se com o pouco que tem e é capaz de festejar, com verdadeira alegria de alma, qualquer pequeno agrado que, inesperadamente, lhe proporcione a mãe-natureza. Quem vê o imbuzeiro revestido de vitalidade, quando florido ou carregado de frutos, não pode imaginar quanto esforço lhe custou  aquela  produção.

Precisou, como um camelo que atravessa desertos, conservar dentro de si, nos seus tubérculos, as reservas de umidade que lhe garantiram a sobrevivência. E se alegra por poder dispor dessas reservas, quando muitos outros seres vivos perecem à míngua de água. Assim também, quem vê o sertanejo conversando, rindo e cantando ao som de uma velha viola, esfuziante de júbilo porque caíram algumas gotas de água do céu, não pode ter ideia de quanto lutou para poder adquirir o direito de, vez por outra, iluminar o rosto com um sorriso.” (extraído do livro Juro que é verdade!, de Armando Alexandre dos Santos – Editora Letras do Pensamento, São Paulo, 2016, pp. 144-145).

Serviço:

Recordações de Uma Longa Vida
Manoel de Oliveira Maia

Scortecci Editora
Memórias
ISBN 978-85-366-4749-4
Formato 16 x 23 cm 
160 páginas
1ª edição - 2016

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