CÓRREGO DA LAJE / Marcos Pimentel Tamassia

O narrador desta história nos convida a uma viagem por recantos da alma brasileira, tempos míticos, prosas boas, e muito de segredos sussurrados. Seguimos a leitura com prazer e ao findar já estamos com saudades de um mundo, de um lugar que de certo jeito sempre nos habitou. Marcos é homem urbano, mas bem sabe apreciar o seu sertão, um dedo de conversa jogada fora, um café coado ao pé do fogão à lenha e o cão fiel a dormir por perto. Com essa alma solta por este Brasil imenso, ele nos apresenta esse tanto do mundo de pessoas simples, valentes alguns, de personagens que se entrecruzam, amores, amizades eternas, traições, tempos gastos nas lidas da vida dura da roça. Observador sensível, o narrador visita a memória de tempos outros nas imagens, cores, sons e cheiros que dá a quem o lê. E é tão bom ler e sentir! De verdade, viajamos junto com ele; gastamos o tempo, com alguma boa preguiça, no encontro necessário na vendinha à beira da estrada, prum dedo de prosa, onde, por certo, Marcos encontrou também Guimarães Rosa! Caro leitor, boa leitura, e "o senhor vá lá, verá. Os lugares sempre estão aí em si, para confirmar”.
DORA MARTINS, amiga do autor, à espera de muitas outras viagens.

Em Córrego da Laje, o leitor será remetido a um mundo vívido no sertão do Brasil. É ali, onde impera a simplicidade, que brotam sentimentos despidos de interesses, como a amizade sincera entre Zé Tibério e Geraldo. Entretanto, como mesmo já disse João Guimarães Rosa, inspiração do autor nesta obra, “viver é um descuido prosseguido”, e o leitor observará, também, que, naquele mundo, a crueldade não é coadjuvante e a ela a defesa da honra se rende. Justiça, por lá, é feita e não buscada. Mas, “o senhor ache e não ache. Tudo é e não é”. Neste enredo cativante, quem dele se apercebeu pode dizer que, ao longe, o tropel dos cascos do animal em que Zé Tibério vem montado se escuta, envolvido no ranger do couro de seu arreamento e no grilar de seu freio, numa cadência orquestral. Parando um pouco mais, deixando-se levar pelo pensamento, entregue a um silêncio agradável e convidativo, ouvirá o leitor, como que ecoando pelo vale do rio, a sua gargalhada e, por entre a cerração, sentirá o cheiro da fumaça de seu cachimbo. “A gente morre é para provar que viveu.” Marcos nasceu em Avaré (SP). Filho de agricultor e de professora, reúne a influência de cada um na composição deste livro. Cursou Direito nos anos 80 e tornou-se magistrado, caminhada que honradamente continuará trilhando até chegar o momento de cruzar uma porteira e seguir para, quem sabe, se tornar agricultor.
GUSTAVO VELÁSQUEZ DE PAIVA LEITE, amigo do autor. Muitas prosas ao redor de um vinho, que viraram livro.

Marcos Pimentel Tamassia é magistrado por profissão, paulistano por opção, cozinheiro por intuição, tem cachorros por devoção, padrinho e tio de coração e virou escritor por escorregão.

Serviço:

Corrégo da Laje
Marcos Pimentel Tamassia

Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-5644-1
Formato 12 x 18 cm 
44 páginas
1ª edição - 2018

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