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O ÍNTIMO OFÍCIO / Z.A.Feitosa

Narrando em primeira pessoa, Z.A. Feitosa transforma O íntimo oficio em uma literatura de memórias, onde utiliza seu irreverente texto erótico para formar a história dos desejos de um jovem. Abusa da liberdade de expressão, marcando seu texto pela imprevisibilidade na escolha das palavras, que trazem ao texto um toque de fluxo de consciência. Porém, a despeito de todo o lirismo, preocupa-se em trazer a realidade aos fatos que narra, utilizando-se ora de uma linguagem infantil, para criar o personagem, ora uma linguagem madura que remete à recordações de uma vida passada.

Há quem recorde de Z.A. Feitosa, um dos muitos escritores que aprestaram finura e ousadia aos contos eróticos, que foram publicados em revistas de grande circulação no início da década de 80.

Foram textos escritos sem maiores pretensões, em verdade ao largo de interesses editoriais, preocupados apenas com a distração dos sentidos, mas que surpreendiam o leitor pelo poder de imaginação. Tanto que o melhor de Z.A. Feitosa é, sem dúvida, o seu lado imaginoso.

Sua obra ficou marcada pela combinação rara de lirismo e sexo, que pontificou os seus escritos. Ele soube, como alguns poucos, tratar com largueza os mais diversos temas relacionados ao sexo.

Não é sem motivo, que o sue nome enquanto escritor, cuja produção literária esteve, por muito tempo, voltada para essa classe de revista, ficou intimamente ligado ao subgênero literário chamado de literatura erótica.

Z.A. Feitosa conseguiu, graças ao extraordinário dom de captar sentimentos, criar alguns textos de grande sensibilidade que, temperados pelo regionalismo e pelas metáforas incomuns, transcenderam das limitações e interinidades das revistas.

Dono de um estilo ímpar, ora recorreu à secura dos ensaior ora à brandura do romantismo para contar, eroticamente, suas histórias ou tecer, de forma lascivam sua poesia, mas sempre fez da efusão do desejo sexual o mais autêntico meio de expressão dos setimentos mais íntimos.

É fato que grande parte de sua produção literária só faz sentido dentro do contexto das revistas com apelo erótico, mas isso não diminui o caráter irrverente e gracioso de sua pouco extensa obra, que chegou a merecer alguns louvores naqueles dias.

A despeito do relativo êxito que seus escritos alcançaram naqueles tempos, cioso de sua intimidae, Z.A. Feitosa apartou-se involuntariamente das letras em junho de 1984, voltando-se exclusivamente para o universo dessensibilizante dos números.

Ao retomar, por meio deste livro, aquela obra, que foi prematuramente interrompida pelas circunstâncias da vida. Z.A. Feitosa rompe artisticamente o injusto silêncio que lhe foi imposto por cerca de 22 anos.

Serviço:

O íntimo ofício
Z.A. Feitosa

Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-0915-7
Formato 14 x 21 cm - 296 páginas
1ª Edição - Ano 2007

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