NINGUÉM PARA A CORÉIA / Cláudio Guerra

Ao final do inquérito policial número 520 de janeiro de 1951 da Delegacia de Polícia de uma pequena cidade da costa setentrional do Rio Grande do Norte, lê-se um desoacho invulgar.
Despacho: Em 31 de janeiro de 1951: Sendo do meu conhecimento que Antônio Militão de Oliveira tomara parte na passeata que deu origem a este inquérito, conduzindo um cartaz de propaganda comunista, com os dizeres "queremos água", determino a sua intimação amanhã nesta Delegacia de Polícia afim de ser qualificado e interrogado sonre a acusação que lhe é feita. Pedro Nunes de Souza 1º Tenente. Delegado de Polícia.
Disparato, este despacho só faz revelar a dimensão da luta dos comunistas brasileiros nos idos do pós-guerra. Nesse começo da chamada guerra fria a perseguição política aos comunistas do mundo inteiro é descomedida. Bizarra. Até problemas sabidamente provocados por fenômenos naturais são maldosamente atribuidos aos comunistas. Tudo é usado para justificar a perseguição.
Após o sucesso eleitoral de 1945 com a eleição de um grande número de parlamentares, entre eles, o Cavaleiro da Esperança, Luiz Carlos Prestes, campeão de votos para o Senado, o Partido Comunista do Brasil é logo em seguida, covardemente posto na ilegalidade. Aos comunistas não restou outro caminho senão resistir.

Ninguém Para a Coréia
Cláudio Guerra

Scortecci Editora/Fábrica de Livros
Ficção
ISBN 978-85-366-1203-4
Formato 14 x 21 - 128 páginas
1ª edição - 2008

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