CAPA DE VELUDO / Jeaney Calabria - Ditado por Veludo

No Brasil escravagista do século XIX, Zanzebe, filha de Oyá, é batizada com o nome de Maria pela escrava Rosário. Acorrentada ao passado delituoso vivido na Espanha assolada pela Inquisição, Maria é perseguida por suas vítimas do pretérito: Moura, Teresa e Nerteus. Após desencarne violento, o Universo concede nova oportunidade de reconciliação a todos, unindo-os através dos laços sanguíneos e cobrindo-os com o manto da Sagrada Umbanda e com a Capa de Veludo. No decorrer dessa história, você vai descobrir a relação de lealdade e amor existente entre os Exus e os filhos da Terra.
Marilza de Yemanjá

Apesar de ter tido contato desde muito cedo com os fenômenos espíritas, apenas em 1988 iniciei um processo contínuo e solitário de estudos doutrinários. Esse contato com o universo espírita me conduziu à investigação e ao estudo de outras religiões. Em meio a uma aula para adolescentes aborrecidos por tantos sujeitos e predicados, senti uma necessidade incontrolável de escrever. Rostos, sotaques, cenários e sentimentos passavam pela minha cabeça e pelo meu coração: escrevia sem a intenção de escrever, embora o processo se apresentasse bastante consciente e não tivesse nada de mecânico. Ao final do que se transformou em um romance, a surpresa do nome de um velho e conhecido amigo: Veludo, autor espiritual da obra. Veludo é o nome com o qual se apresenta este trabalhador da seara espírita. Quando efetivamente deixei a arrogância intelectual de lado e passei a aceitar a espiritualidade como fato inquestionável, consegui compreender que um espírito pode se apresentar com o nome mais conveniente para o grupo destinado a orientar. É dessa forma que ele gosta de ser conhecido: como um guardião do astral. Na encarnação que escolheu apresentar, consagrou-se padre em uma congregação francesa. Com inteligência privilegiada e investigativa, aprendeu mais do que era permitido aprender no século XVI. Abandonou a Igreja e aquilo que ele chama atualmente de “dogmatismo vazio de amor e carregado de interesses” e juntou-se a uma caravana de ciganos. Junto à liberdade dos nômades, ganhou também conhecimento sobre a magia existente na natureza. Alega que as religiões de matriz africana necessitam tornar a fé raciocinada e que todos os outros segmentos religiosos – orientalistas, católicos e protestantes – necessitam abolir o preconceito e a intolerância. O romance Capa de Veludo foi escrito em 2005. Hoje, percebo o quanto precisei amadurecer até tornar pública a história intuída por Exu Veludo.
Jeaney Calabria

Serviço:

Capa de Veludo
Jeaney Calabria
Ditado por Veludo
Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-2499-0
Formato 14 x 21 cm 
152 páginas
1ª edição - 2012

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