AS VESTES DO VENTO / Dilson Solidade Lima

Neste desenvolto As Vestes do Vento, o poeta nos apresenta os mais insignes tópicos temáticos amplificando a noção do belo entrelaçada aos ritmos cotidianos, transmutando-os em pulsante matéria lírica propiciada por sua vivência poética e humana. A realidade é contemplada e dialogada a cada lance de ideias e transformada pela força do verbo.

Sua verve, caudalosa, serpeia pelos mais intrínsecos caminhos do pensamento e deságua na surpresa, fazendo o leitor se deliciar a cada página, conjugando-o. Através de seu indagar existencial e o foco no humano o poeta possibilita, pelos recursos de seu domínio verbal, o convívio com esses dois paralelos da vida tão dialetais: o deslumbramento e o absurdo. Configura-se, sobretudo, como um convite a entrar neste universo múltiplo de íntimas cumplicidades chamado poesia. Eis a semente das ideias vestida com pele de palavras.
Augusto C. Adorno

O ELÃ DE CADA VESTE

Tresmalharam-se, tremularam-se pelo azulado do pensamento esses ventos e repouso encontraram no silêncio das palavras mais canoras, no coração febril e pálido das páginas; o fio agudo traçando da realidade em cada acorde, costurando em sínteses a sereníssima seara do verso: As Vestes do Vento...
Já que “tudo mais é passagem / descarrilhada / das horas”, eis aqui o símbolo-mor da “matéria úmera”, neologismo arquetípico do poeta em “Antimetamórfica”:
Ser como essa pedra: / matéria úmera / a que o vento / e a chuva beija / e permanece a / mover-se / alheia – / intacta.
Sedas tecidas, entretecidas à mão pelo sentimento, pelas linhas e agulha da destreza em cetins de conceitual beleza e contrição. “A Ilha Despercebida”:
Nada espere... / leveza é a palavra? / Nada, nada espere! / Aguarde a hora / inesperada. A cadência, a cor e o pundonor dos versos – não como um enxadrista de palavras, mas um estro primaz – adendos às temáticas cotidianas concernem o cerne das Vestes e o que escapa ao tecer da lã dos pensamentos. Os Suspiros de Tupã:
Todo passo / é um tiro / no pé, // compasso / friamente / descalculado. // Pelo espaço / e ninguém me vê... // (e é bom / que seja / assim) // Que assim seja / e eu me vá / sem mim.

As Vestes do Vento, pérola lírica do poeta D.S.L. Soledade ou Dilson Solidade Lima, “Legado” poético semeado nestas páginas com real encantamento onde canto e palavra, cuidadosamente pelo papel deitados, ganham hélices a adejar um céu de luz tão única, iluminada luz que ilumina tal qual um Zen ao seu pupilo...
Aos que têm fome / eu planto este poema / que não vos alimenta / senão de sonhos.
Ínvia Kaires Fontes

Dilson Solidade Lima ou, pseudonicamente, D.S.L. Soledade: poeta e compositor; um bardo, na amplidão da palavra. Nascido no crepúsculo da aurora aos 2 de dezembro de 1982; como explana no seu Bem Abaixo de Zero: “A manhã se enluarando e eu amanhecendo com o sol que se desprendia da placenta azul do dia”. Escreve desde os tenros anos e singularmente sua fonte primaz, poesia. Prepara-se para outras poéticas publicações. Seus livros no prelo: Amotivacionalismos, A Lira Minha: Desentoada, Áspide Angular, Nalla: o Perpassante e a Cidade em Falência, Vulto Revel, O 8º Erro, A Clave Suspensa, Pássaros Só para Soraia e Escritos Desaforísticos. Este, um livro de máximas.

Serviço:

As Vestes do Vento
Dilson Solidade Lima

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-3616-9
Formato 14 x 21 cm 
128 páginas
1ª edição - 2014

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