EU VEJO VOCÊ - Crônicas Maviosas / André Luiz

As crônicas deste livro são uma forma que encontrei de tentar “conversar comigo mesmo”. Sempre fui uma pessoa bastante introspectiva. Segundo Descartes, “posso pensar que tudo o que vejo seja fantasia, contudo, penso, logo existo”; depois, deparei-me com Nietzsche, que “responde” a Descartes: “Como penso, logo existo? ‘Isso’ pensa por si, ‘isso’ é incontrolável...”.

E realmente é assim: o que temos dentro de todos nós é independente, é algo grande, misterioso, interessante, milenar, e, no entanto, é o que nos define, é o que somos, é o que dita as regras, é o condutor, é o diretor, é o capitão. Então temos que “dialogar” com “isso”, temos que tirá-lo da sombra, temos que “apresentá-lo em público”, temos e precisamos urgentemente da comunhão, pois o caminho que se está seguindo leva a passos largos para o precipício.

Precisamos nos entender e todas as crônicas, contadas de maneiras diferentes, são uma tentativa de se buscar esse nosso irmão que está há tanto tempo escondido e que precisa de ar, precisa sair, precisa ser revelado, mas para isso é preciso muita, mas muita paciência para poder chegar ao coração. Somente um coração sincero, um coração limpo, desejoso e esperançoso pode alcançar qualquer coisa. Estamos neste mundo, não somos daqui, precisamos voltar... A ideia é tentar alcançar os corações, deixá-los leves e livres. Boa leitura.
André Luiz

Num dia qualquer meu pai, estando na casa de minha avó paterna, viu um quadro na parede com alguns dizeres e, ao final, o nome do autor: André Luiz. Pensou consigo: “Se for homem vai se chamar André Luiz”. Bem, alguns meses depois, no dia 29 de maio de 1964, às 17h45, nasceu na cidade de Itararé um menino que ganhou o nome de André Luiz Leite da Silva. Eis-me aqui. Itararé é uma cidade no interior do estado de São Paulo, na divisa com o Paraná, hoje com aproximadamente 50 mil habitantes. Em 1982, com 18 anos, conheci uma moça bonita que me encantou (ou eu a encantei?). Cinco anos depois, casei-me com Joana Marcela e, como predisse uma cigana quando leu minha mão: “Vai ter cinco filhos e o último será homem”.

Realmente acertou na “mosca”. Joana me deu três filhas, Nathalia (Tata), Marcella (Lella) e Gabriela (Bodu), e o último é homem, João Paulo (JP). Tinha uma marcenaria, mas nunca me identifiquei com o trabalho. Posteriormente, em 1998, prestei concurso público e entrei para a carreira policial. Hoje sou escrivão de polícia – tudo a ver, escrever era minha sina... Corre-corre, manter a família, trabalhar e trabalhar, esta é a vida de todos nós... Em 2006, entrei na Faculdade de Filosofia da São Camilo, passei para a Unifai e “tecnicamente” estou formado (faltam os estágios). A “mistura” da Filosofia com a Polícia acabou “afinando” meus sentidos. Passei a escrever, depois achei melhor “contar histórias”, e é isto que verão neste livro: histórias para acordar.

Serviço:

Eu Vejo Você - Crônicas Maviosas
André Luiz

Scortecci Editora
Crônicas
ISBN 978-85-366-4001-3
Formato 14 x 21 cm 
180 páginas
1ª edição - 2014

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