PENSANDO EM COISAS MIÚDAS / Dias de Cordel

A capetaiada fugiu
Quando a mulher chegou lá/No inferno, a coisa mudou/
Foi um pega-pra-capar/E o capetão se mandou/
Pois viu logo que a mulher/Queria um bicho, de pé,/
Do jeito que não achou.

Juntou-se a capetaiada/Para enfrentar a mulher/
Que era boa de estocada/De frente e de marcha à ré/
Sem calcinha e sem jaqueta/Mostrou logo a ‘silhueta’/
E o capetão? Deu no pé.

Ela então subiu no trono/Para mostrar que a mulher/
Deixa o diabo em abandono/Porque dispõe de um crixé/
Pra pegar homem que tem/Bicho, de pé, que também/
Até no inferno ela o quer.

Capeta no pau
Quando o diabo ainda vai/A mulher já está voltando/
E o bicho, enganado, cai/Por pensar que está ganhando/
Só que embaixo do jirau/Acaba é levando um pau/
Não ‘come’ e sai apanhando.

A mulher faz zangarreio/Deixando o bicho acuado/
Ele tenta entrar no meio/Mas acaba errando o lado/
Por isso apanha outra vez/Pois não é um bom freguês/
Quem entra do lado errado.

O capeta se sai bem/Se pega um bocó qualquer/
Mas com mulher ele tem/Que sair de marcha à ré/
Visto que ela não dá bola/Põe o diabo é na ‘sacola’/
E faz dele o que bem quer.

Vaivém que vai e não vem
Sem convir não me convém
Pois é vaivém pra perder
Eu prefiro um vai que vem
Mas se meu vaivém vencer
Porque se vai para o além
Será um vai que não vem
E é vaivém para esquecer.

Se houver vaivém que só vai
Esse vai não me faz bem
Quero o vaivém que me atrai
Quando vai e quando vem
Porque vai que não quer vir
Vai ser vaivém que, por si
Só, vai e nunca mais vem.

Se um vaivém a mim viesse
Mais um vaivém, claro, iria
Pois se ao vaivém conviesse
Qualquer vaivém voltaria
Mas nem tudo que vai, vem
Visto que há vai que não vem
No vai sem vir, do meu dia.

Chimpanzé
Não nos interessa a fonte
De onde surgiu a mulher
Se foi de Belo Horizonte
Que venha mais, se tiver
Pra nos dar muito carinho
E ganhar um ‘pedacinho’
De nosso bicho, de pé...

Papai Noel quando vem
Desce pela chaminé
Mas no saco ele não tem,
Nem carrega, uma mulher
Pra divertir muita gente
Seria um belo presente
Que até um velhinho quer.

Vi um macacão enorme
Da família chimpanzé
Do tipo que nunca dorme
Toda vez que vê mulher
E até fica assanhadão
Demonstrando excitação
Querendo o que a gente quer.

Filosofice e filosofismo
Sem saber Filosofia
Eu vou de Filosofice
Claro que não é mania
Nem tampouco parvoíce
Escrevo só meu pensar
E quanto a filosofar
Considero uma chatice.

Não sei onde quer chegar
Essa vã Filosofia
Que exagera em detalhar
E me deixa em distonia
Porque meu filosofismo
Só tende a ser um modismo
Sem nada a ver com magia.

O que pretendo fazer
É refletir e pensar
Naquilo que pode ser
Filosofismo, e que está
Presente em meu dia a dia
Filosofice? Eu queria...
Mas não posso assimilar...

Serviço:

Pensando em Coisas Miúdas
Dias de Cordel

Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-4124-9
Formato 14 x 21 cm 
72 páginas
1ª edição - 2015

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