SOLANO / Tibério

No século XVII, o mundo ocidental vivia um processo de estagnação provocado pela autoridade da Igreja Católica Romana, que exercia o poder temporal sobre todos. No exercício desse poder temporal, os valores religiosos se confundiam com os valores materiais e, com isso, as instituições religiosas enriqueciam a olhos vistos. Seus representantes acumulavam riquezas, espoliando a humanidade com convicções que fugiam à realidade do Cristianismo, prometendo o céu àqueles que se associassem às suas orientações e o inferno para aqueles que os contrariavam.

A Igreja impunha aos seus sacerdotes uma vida de contemplação e castidade, porém, como eram revestidos de um poder divino, encontravam fórmulas para perdoarem os próprios pecados e passavam a ter relações mundanas, criando com isso uma cultura de permissividade. Nessa história, um filho bastardo de um cardeal com uma camponesa, é enviado à Cúria Romana para receber uma educação que atendesse aos interesses da Igreja e ao mesmo tempo aos interesses desse cardeal e seu irmão, um duque da França.

Da educação à formação desse jovem, vários acontecimentos corroboraram para que se tornasse um déspota, que distribuía a justiça divina de acordo com seus próprios interesses. Envolvido num romance que contrariava os postulados da Igreja Romana, colocou sua vida a serviço do poder temporal e da ganância, obtendo com isso uma morte trágica. Segundo o que se aprende na doutrina Cristã, Jesus, o Cristo, certa feita afirmou que a cada um era dado segundo suas obras, demonstrando uma lei universal chamada de Causa e Efeito.

Assim, após a morte desse jovem, tal lei começa a fazer sentido e se vê num mundo onde o céu e o inferno nada mais são do que figuras folclóricas, e então se depara com situações de sofrimento e angústia, tanto pela falsidade pregada durante sua vida toda, como também se defrontar com a realidade de seus atos.Como a única justiça infalível é a justiça Divina, encontra, após várias experiências amargas, a oportunidade de reparar seus erros perante todos aqueles aos quais perverteu como alto sacerdote da Igreja Romana.

Em 1857, na cidade de Lyon, França, vem à luz uma obra denominada O Livro dos Espíritos lançada pelo Sr. Allan Kardec (pseudônimo do renomado Prof. Leon Hypolitte Denizard Rivail), contendo uma série de revelações surrealistas como a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos “mortos”, as relações de além-túmulo e as leis naturais, que serviram de objeto de estudos profundos para nomes internacionalmente conhecidos como Charles Richett, William Crooks, Camille Flamarion, Alexander Akssakoff, dentre outros, trazendo outros rumos para os postulados dogmáticos religiosos.

Nos prolegômenos desta obra, há uma afirmativa do Espírito Verdade, dizendo a respeito do livro: Nele estamos lançando as bases de um novo edifício que unirá toda a humanidade num mesmo sentimento de amor e caridade. Com base nesses postulados, o Espiritismo tomou conta de grande parte da humanidade e abriu caminhos para revelações cada vez mais contundentes a respeito da evolução do Espírito Imortal.

Serviço:

Solano
Tibério
Psicografado por: Marcos Luiz Genaro

Scortecci Editora
Ficção
ISBN  978-85-366-4137-9
Formato 14 x 21 cm 
148 páginas
1ª edição - 2015

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