JUNCO DO QUINTAL / Milton Luiz Moreira

O REENCONTRO DO JUNCO - O quintal deserto resgata ao menino seres vivos e os demais elementos da natureza inseridos na sua infância, sobretudo naquele ambiente rocio, singelo e carente universo inevitável no tempo. É a vida ingênua e bucólica, quando pulsa em símbolos sem qualquer fantasia, quem constrói o Junco do Quintal e o expõe numa coletânea de versos expressivos, cujo melindre poético certifica para o menino expectador a nobreza dos que emergem e superam o destino de privações. Através de inventário conexo entre velhice e infância, homem e menino descobrem-se na poesia que os faz indissolúveis. Aqui, ambos dispõem-se à autocelebração.

O paraíso aqui deixado há longos anos, período em que a saudade o forjara eterno e imutável, agora se desintegra subitamente diante dos olhos. O cenário é caótico e destruído. Tudo desabou, desapareceu o berço da terra natal! Atônito e asfixiado, o homem flagra nos destroços o canteiro de junco, sobrevivente, mas crespo e desvalido quanto fora no quintal de outrora, quando preenchido da vegetação exuberante. Único remanescente, o junco abana as hastes delgadas e expostas à brisa sutil, sopro vital, oxigênio da vida. O homem respira, contrai, retorce, con-vulsiona. De sua agonia renasce o menino.

“— O menino gera em si o homem oculto, de tal sorte que nas entranhas do homem
há um menino manifesto.” E vice-versa. Ambos submetidos à catálise do junco, agora homem e menino se fortalecem em simbiose umbilical, siamesa e complementária do pensamento e da recordação; reorganizam os escombros, que emitem sons, odores, cores, relevos, movimentos, nomes...

Nascido na fazenda do avô paterno, em Indiaporã, cidade paulista, Milton Luiz Moreira tem 56 anos e é médico formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva. A lealdade para com a procedência interiorana passa pelo exercício da profissão, atendendo moradores da microrregião em que nasceu, e estende-se na atividade literária, descrevendo rotineiramente em prosa e versos o cenário, as pessoas, os sentimentos e os costumes de vida originais do campo, da roça, dos lugarejos, pequenas cidades brasileiras. Autor de livros publicados como Fulanos e Sicranos, contos regionais, e Gênese de Poemas InVersos, sonetos da adolescência, mantém ainda na fila de espera obras inéditas, como: O Próximo (crônicas de consultório médico), Remédio Amargo (novela), Água Vermelha e O Segundo Julgamento (romances), e Acalanto da Labareda, Íntimo da Carne e Outono Verde (poesias). Como primeira publicação pela Scortecci Editora, o autor escolheu mostrar Junco do Quintal, coletânea de versos definida como memória poética da infância, expressa em poesia sentimentalista, o amor e a tradução desse sentimento influenciado pelo menino que cresceu no lombo do cavalo Castanho, nos caminhos da roça.

Serviço:

Junco do Quintal
Milton Luiz Moreira

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-4384-7
Formato 14 x 21 cm 
128 páginas
1ª edição - 2015

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