QUINZE DEDOS DE PROSA / Vários Autores

Amazônia. Esconderijo de gente, floresta, rios e animais. Querem nos esquecer, mas as letras saltam das nossas cidades verdes, gritando: Também somos Brasil e temos histórias para contar. Contamos histórias que vêm do rio, mas também as que vêm do mundo. Cada um escreve a história que estiver em seu coração. Um homem, um universo a desvendar. Guerra e paz, lenda e encantamento, amor, quem sabe solidão: “Do Curiaú para todo o Brasil, do Brasil para o Mundo”.

Mas que somos daqui nós somos. Não somos de Miami, nem de São Paulo. Aqui “o tempo leva tudo, o tempo leva a vida, lá fora as margaridas fazem cor”. É verdade que o mundo globalizado tenta nos engolir, mas haverá sempre uma história de boto para nos salvar. Os olhos do mundo sobre a Amazônia, os nossos olhos sobre o mundo. Talvez isso resuma tudo que escrevemos. Juntos uma vida, uma história, um livro. Amazônia. Esconderijo das letras.
Os Autores

No princípio era o verbo. Eu sozinho no universo inteiro... (Mauro Guilherme)
De repente, não se falava noutra coisa a não ser nas sapecas criaturinhas que começaram a surgir por toda a cidade... (Paulo Tarso)
Ocorrera que os madeireiros haviam jogado uma espécie de veneno no rio da nossa comunidade... (Fernando Canto)
Naqueles anos cinquenta, entre o molecório do Largo da Sé, bairro da Cidade Velha, em Belém do Pará, ninguém sabia o nome dele... (Rui Guilherme)
Ao amanhecer Plínio, o homem de aproximadamente quarenta anos, estatura mediana, sisudo, cara amarrotada, quase sempre sem camisa... (João Barbosa)
Era final de novembro de 1971. Léo só pensava em três coisas: no Natal, que pra ele era a melhor época do ano; na mudança que ocorreria em breve... (Cléo Farias de Araújo)
Nas ermas estradas vicinais do sertão surgiram muitas histórias de trancoso, passagens fantásticas do repertório popular... (Flávio Cavalcante)
Desejo secreto é assim, com-para-se a um mistério, sonho impossível, coisa de louco... (Manoel Bispo)
Tarde de sol, grama verdinha, jovens sentados pela grama. Lá estava ela, olhar de menina adolescente apaixonada pela vida... (Raule Assunção)
Empinava-se papagaio, curica e cangula, com linha encerada no pindura ou no discai; jogava-se peteca; brincava-se de pira esconde... (Rostan Martins)
Não me pergunte por que aquela pedra, ali no rio Amazonas, bem na frente da cidade de Macapá, é chamada de Pedra do Guindaste... (Alcinéa Cavalcante)
A vida estava se passando, contada pelas cinzas nos passos dos caminhantes apressados e indiferentes... (Neth Brazão)
Desde menina sempre fui muito romântica e, talvez por gostar tanto dos contos de fada, idealizava aquelas cenas inesquecíveis... (Raquel Braga)
Apaixonei-me por um pescador que vi às margens do Rio Onça. Ele era forte, valente, jovem e sonhador... (Annie Carvalho)
Em um raro momento de folga do trabalho, naqueles dias em que a gente dá ordem à preguiça para tomar conta do nosso corpo... (Carol Azevedo)

Serviço:

Quinze Dedos de Prosa
Vários Autores

Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-4413-4
Formato 14 x 21 cm 
116 páginas
1ª edição - 2015

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