O ALFERES E O CORONEL / Paulo Cordeiro Saldanha

O livro O Alferes e o Coronel tem a pretensão de ser um romance baseado em fatos. Na realidade, nosso “herói” tem, para a história das regiões hoje nomeadas como Roraima e Rondônia, passando de forma efetiva pela capital do Amazonas, Manaus, pelo Estado do Mato Grosso e até pelo país irmão, a Bolívia, a mesma importância política que um Galvez e um Plácido de Castro tiveram para a rica história acreana. Na narrativa, produto do conhecimento real do terreno por onde trilharam o alferes e o coronel, embora fossem a mesma pessoa, por parte do autor buscou-se transportar para a imaginação do leitor a visão, por exemplo, dos cenários que a natureza tão pródiga de Roraima nos oferece ainda hoje, seja nas noites enluaradas daquela região do noroeste brasileiro, seja nas noites estreladas, sem par, a meu ver, no resto do país. Como foi um homem de muitos amores, muitos deles são detalhados, até mesmo quando os fatos se transformaram em ficção na minha imaginação. Seu relacionamento fluiu desde as camadas mais pobres da população que recebiam a sua atenção até, por exemplo, Dom Helder Câmara, o ex-ministro Armando Falcão, Percival Farquhar, Geraldo Rocha, este último jornalista proprietário do jornal A Noite, além do Marechal Rondon, outras celebridades e o presidente da república da Bolívia, que lhe concedeu a maior comenda daquele país.

A par do meritório aspecto literário, a obra de Paulo Cordeiro Saldanha constitui-se num documento de excepcional eloquência para o enriquecimento da história da nossa Amazônia, particularmente da exuberante região Mamoré-Guaporé. Ela é uma fonte riquíssima para as mais profundas pesquisas. Dela deverão valer-se os professores, os estudantes, principalmente os universitários, que são os responsáveis pela formação de opiniões, no tocante ao desenvolvimento socioeconômico e cultural daquela rica região. Esta obra merece ser lida e amplamente divulgada, digna de compor os acervos das bibliotecas, notadamente das universidades.
Aecim Tocantins

Paulo Cordeiro Saldanha nasceu em 1946. É um dos primeiros sobrinhos-netos do Alferes, tendo nascido na cidade de Guajará-Mirim, onde escreveu esta narrativa, olhando para o encontro das águas negras do rio Pacaás-Novos com as barrentas do rio Mamoré, região onde o herói, em busca da sabedoria, venceu e perdeu; acertou e errou; pintou e bordou, como disse na apresentação do livro; riu e chorou; foi virtuoso e pecador! Outras obras do autor: O oráculo da Candelária; Esperança, 50 anos depois; Prosa que desemboca em saudade – Crônicas guajaramirenses; A regenerada comborça; Os três xerifes na fronteira, e Crônicas guajaramirenses – Prosa que desemboca em humor. A publicar: Crônicas guajara-mirenses – Prosa que desemboca em reconhecimento, e Uma flecha atirada ao infinito.

Serviço:

O Alferes e o Coronel
Paulo Cordeiro Saldanha
Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-4491-2
Formato 14 x 21 cm 
392 páginas
1ª edição - 2016

Mais informações:

Catálogo Virtual de Publicações

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home