A PEQUENA ORFÃ / Marcos Arduin

Dois corações: o de Alex, 9 anos, filho único de pais ricos, sem amigos, desprezado por ter o rosto deformado. O outro é o de Tissinha, menina bonita, de 5 anos, órfã, maltratada no orfanato e obrigada a esmolar. Essas crianças se encontram e um grande afeto surge entre elas. Mas há a diferença de classe social. O esperto Alex faz com que seus pais permitam a Tissinha morar em sua casa. Se for adotada, seu maior sonho, o de ter uma irmãzinha com quem possa dividir brinquedos, segredos e carinho, será realizado. Mas Tissinha também tem o seu sonho: conhecer sua mãe, saber por que a abandonou naquele mau orfanato.

Alex promete-lhe trazer a mãe até ela, caso a encontre. E isso acontece. Ele descobre que Tissinha foi raptada e sua mãe a quer de volta. Ela mora longe e talvez por isso ele nunca mais veja a menina de quem tanto gosta. Em seu coração começa uma dura batalha: deve ele honrar a sua promessa e assim fazer Tissinha feliz ou deve mentir para que a mãe dela vá embora e assim garantir a felicidade dele? Qual dos sonhos ele deve realizar? O que um menino decidiria nessa situação?

Marcos Arduin é professor adjunto do Departamento de Botânica da Universidade Federal de São Carlos. Nascido em família espírita não praticante, estudou e procurou conhecer o Espiritismo por conta própria a partir dos 17 anos. Somente aos 30 tomou conhecimento de um amplo trabalho científico feito com médiuns por diversos pesquisadores, o qual infelizmente é muito negligenciado no Espiritismo em voga no Brasil. Este focaliza-se mais num aspecto religioso e aprecia romances, os quais nem sempre abordam com propriedade os ensinos da Doutrina Espírita. Nesta obra o autor colocou-a como romance espiritualista ao invés de romance espírita. A razão disso é que, no imaginário dos leitores de romances espíritas, estes são tidos como obras escritas por médiuns, as quais foram supostamente ditadas por espíritos. Essa colocação supostamente é porque não há garantias quanto à verdade disso. Qualquer médium está sujeito ao animismo, quando é o próprio espírito dele quem dita o escrito. Chico Xavier, que dispensa apresentação, escreveu o livro Cartas de uma morta, supostamente ditado pela mãe dele. A FEB não quis editá-lo e quem o fez foi a LAKE. Neste livro, fala-se de vida em Marte e suas belezas. Mas depois de as sondas lá chegarem, viu-se que nada disso existia. Questionado, Chico humildemente assumiu o seu erro. Disse estar se recuperando de uma doença na época e sua percepção não estava boa. Daí admitiu ter escrito os trechos sobre Marte por conta de animismo. Se até ele estava sujeito a isso, que se dirá dos outros? Como este romance não é psicografado, é todo de minha autoria, qualifiquei-o como um romance espiritualista. Há licenças poéticas, justificadas pelo fato de o personagem protagonista ser católico e sua interação com o mundo espiritual exigiu uma adaptação ao seu credo. Mas em nenhum momento contradiz a Doutrina Espírita, cuja integridade é o maior interesse do autor.

Serviço:

A Pequena Orfã
Marcos Arduin

Scortecci Editora
Espiritualidade
ISBN 978-85-366-4616-9
Formato 14 x 21 cm 
184 páginas
1ª edição - 2016

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