JEQUITINHONHA / Teócrito Abritta

Histórias da luta de um Promotor contra as injustiças e violências em um Arraial no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, entre os anos 1939 e 1946, narradas na década de setenta por um dos personagens, que era o médico local. Nesta obra é feita a reconstituição rigorosa do espírito e linguajar da época.

Teócrito Abritta é físico e escritor. A par de sua carreira científica, desenvolveu uma intensa atividade em fotografia. Foi colunista do jornal eletrônico Montbläat, publicando quase duzentos artigos, crônicas e contos. Colaborou também com o Observatório da Imprensa. Tem escrito em diversas publicações na internet, em boletins de empresas, partidos políticos e blogs, bem como em revistas literárias. Colabora com O Trem Itabirano. Publicou os livros Memória, história e imaginação (2010), Cidades de memórias (2011) – primeiro lugar em Crônica UBE-RJ (2012), Os meus papéis (2013) – prêmio Alejandro Cabassa em Crônica UBE-RJ (2014) e Fotografia & imagem: uma jornada poética (2014). Participou de diversas antologias. Escreveu prefácios para livros e apresentações de exposições artísticas. Administra os blogs Tapetum Lucidum e Noli Tangere Circulos Meos.

“... andava de um lado para outro. Deslizava os dedos pelas lombadas dos livros nas estan-tes. A maioria já lida. Outros, apenas conhecidos por referência, lá repousavam. A Máquina do Tempo de HG Wells ao lado de livros sobre História. Difícil entender meus critérios na arrumação das obras por assunto. Lá no canto, Grande Sertão: Veredas. Abrindo numa página qualquer, a voz de Riobaldo:
– O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por campos-gerais afora adentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucúia, Toleima. Para os de Corinto e de Curvelo, então, o aqui não é dito sertão?

Como uma viagem no tempo, as discussões literárias na casa do Juiz:
– Mas este escritor está mais para Cientista. Percorre o Sertão anotando nomes de plantas, rios, animais...
– Como pode um diplomata tão erudito passar dias escutando conversas de gente boba da roça?
– Mas o roceiro é contemplativo. Sabe admirar a Natureza. Sabe cantar a beleza feminina: fulana é forte, bonitona e sacudida...
– O que seria da Vida sem estas belezuras, as éguas, o boi no pasto e as muié?
Todos riram e um gole de cachaça para brindar...”

Serviço:

Jequitinhonha
Teócrito Abritta
Scortecci Editora
História
ISBN 978-85-366-4899-6
Formato 14 x 21 cm 
64 páginas
1ª edição - 2016

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