CORPOS MARCADOS / Carlos Fernandes

Composta por sonetos, quadras, trovas e outras formas poéticas, a obra centra-se nos temas de violência e de morte, utilizando-se de fatos da vida cotidiana em geral e da história do Brasil em particular. Além do público literário, dirige-se a professores de Literatura e de História.

Corpos Marcados compõe-se de sonetos, trovas, quadras e outros poemas, além de telas de arte produzidas pelo próprio autor. Quando escrevo vou morrendo... A tela ou o papel são uma cova, demorada ou rapidamente aberta; o teclado, a caneta ou o lápis são espécies de enxadas, martelos, pregos, picaretas, dilacerantes e fatais; vou morrendo com os seus golpes e, não sei como, sou o meu próprio coveiro; cada letra, cada palavra, cada traço são a terra com a qual me exponho e me cubro. Quando termina um poema ou um desenho estou morto. Ressuscito, não sei de que modo, e tudo começa de novo. Na maioria das composições desta obra há pelo menos dois fundamentos individuais e, ao mesmo tempo, comuns a todas as pessoas: a morte, iniciada desde a concepção; a violência de homens e mulheres no solo do mundo inteiro e, particularmente, no solo brasiliano.

Se, por um lado, a morte é um fato da vida, por outro, a violência sem solução de continuidade nos últimos e mais de quinhentos anos é violência histórica. Nessa consciência histórica não há apologia da violência ou fixação na violência ou na morte. Ao contrário, é preciso cessar esses matadouros e frigoríficos de gentes, de corpos humanos, institucionalizados nas esferas coletiva e doméstica. Esta violência histórica é extensível e cotidiana contra todos os demais ecossistemas de que somos parte. Particularmente com referência aos poemas de temática histórica, a obra pode ser utilizada como subsídio de professores tanto de literatura brasileira como de história do Brasil – a partir do ensino médio.

Carlos Roberto Fernandes é membro da Academia Internacional de Poetas e Escritores de Enfermagem e da União Brasileira dos Trovadores (seção Belo Horizonte – Minas Gerais); enfermeiro pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro; funcionário público federal no cargo de professor de Magistério Superior na Universidade Federal do Espírito Santo. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutor em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/Universidade Federal do Espírito Santo.
Livros individuais
A Ferramenta Cósmica de Narciso (1999); A Violência Moral na Enfermagem (2007); Fundamentos do Processo Saúde-Doença-Cuidado (2010); Divinus et Mundanus (2016).
Em parceria com outros poetas
Ensaio Poético – Tema: Ilusão (2007); 3ª Antologia Poética-Literária: edição histórica – AVBL (2008); Enfermagem com Poesia: A Arte Sensível do Cuidar – Volume 2 (2016); O Colecionador de Poesias (2016); Orquídea Selvagem (2016); Antologia de Poetas Contemporâneos Brasileiros – Volume 143 (2016).
Em parceria com pesquisadores
Corpo e Saúde: Condutas Clínicas de Cuidar (2009); Tratado Cuidado de Enfermagem Médico-Cirúrgica (2012); Outro Ângulo: Reflexões Sobre o Humano (2015); Conhecimento & Sociedade 6: O Poder na Reflexão Sobre a Saúde (2016).

Serviço:

Corpos Marcados
Carlos Fernandes

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-5001-2
Formato 16 x 23 cm 
384 páginas
1ª edição - 2017

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