RELATOS DO ESTRANGEIRO / Jorge Lescano

Este volume, como os anteriores, contém relatos de épocas diversas. Algumas narrativas têm mais de trinta anos, outras só alguns meses, e foram surgindo sem a intenção de configurar um livro. Crê que isto é uma qualidade, pois afasta o leitor da monotonia da "unidade" temática e formal.

Atualmente Jorge Lescano separa os escritores em duas grandes tribos: os lúdicos e os messiânicos (“Salvadores do mundo através da literatura”). Ele já foi messiânico, hoje prefere se situar no grupo dos lúdicos. Dizem que não sabe se deve consultar um crítico literário ou um psiquiatra. É de domínio público que não acredita em psicanálise. Quanto à crítica literária, dizem que tem a impressão de que atualmente a que não está confinada na universidade com sua tralha lexical parabólica, foi substituída pela resenha redigida às pressas por leitores de orelhas e garotas de sexos diversos recentemente expelidos das escolas de jornalismo. Dizem que é com a intenção de divertir que publica suas hestórias.
lescanolivros@hotmail.com

Os amigos dizem: O Lescano é um iconoclasta.
Beth Nanni

Li com muito prazer O Traidor de Dublin, e percebi como vocês homens de La Planta-Argento/argentinos/platenses/silverinos são adeptos de labirintos e enigmas espirais. Gostei muito.
Bruno Liberati

Li, gostei e me diverti com O Traidor de Dublin.
Luiz Galdino

Você é uma máquina de gerar ideias sensacionais!
João Zero

Professor Pardal da literatura.
Marcão de Barros

No realismo do sardônico humor de Lescano encontrei algo que a princípio me pareceu proveniente da Commedia dell'Arte, e sim, havia uma evidente intenção de ridicularizar absolutismos, fossem monárquicos ou ditatoriais.
Raul Longo

Seu texto..., mordaz, absurdo, instigante..., para ser lido diversas vezes.
Isadora Jäger

Fiquei feliz em saber que continuas um imbatível escritor. O texto do goleiro paladino está delicioso.
Sérgio Carneiro

Tu és bom mesmo!
Zuleika dos Reis

Jorge Lescano não é poeta nem escritor, antes um leitor que escreve. É desta posição que produz seus textos-clips, como eu gosto de definir a urdidura de suas hestórias. Este volume, como os anteriores, contém relatos de épocas diversas. Algumas narrativas têm mais de trinta anos, outras só alguns meses, e foram surgindo sem a intenção de configurar um livro. Crê que isto é uma qualidade, pois afasta o leitor da monotonia da “unidade” temática e formal. Quando até as redes de lanchonetes, obedecendo a tendências forâneas, criam cardápios temáticos (?!), especializando (limitando) o paladar de sua freguesia, não é ocioso que a literatura recupere o que é de sua natureza, se não a sua origem, e graças à qual permanece(rá?) viva: a variedade, ampliando os diversos repertórios dos leitores. Espera-se que o escritor fale de sua experiência do mundo, mas já foi dito que Jota Ele não é escritor e sim leitor. É desta experiência pessoal que ele escreve. O tom polêmico de sua obra, por assim dizer, fica claro ao afirmar que, quando a internet tornou pública a voz da vulgaridade, o silêncio é chique; que João Guimarães Rosa e Jorge Luis Borges são as duas faces de um dobrão sul-americano, e que Edson Arantes do Nascimento foi o Diego Armando Maradona brasileiro avant la lettre. Talvez o ar soturno de J. L. não seja o traço menos importante de seu humor satírico.
Don Pancho

Serviço:

Relatos do Estrangeiro
Jorge Lescano

Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-5039-5
Formato 14 x 21 cm
128 páginas
1ª edição - 2017

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