BARILOCHE, 10 ANOS DE AVC / Norberto T. Takahashi

“Se eu gostei de Bariloche? Não! Porque eu fui de pé e voltei sentado.”
“... as fonos Roberta/home care e Deinha/AACD e a otorrino Dra. Patrícia moram no meu coração, ou melhor, na minha garganta e estômago porque eu atribuo o mérito da retirada da traqueo e gastro a anos de trabalho magnífico dessas três deusas...”
“... e falo balbuciando como um bêbado que às vezes baba na barriga.”
“Sequelado sim, mas com a cabeça boa” (sequelas).
“A reabilitação é um prato que se come frio, mas ela tem o delicioso sabor de Vitória.”
“... no meu caso obviamente não matou, mas destruiu 20% da minha cognição” (justificativas das burradas do dia a dia).
“Outra coisa boa do AVC é que ele nunca deixa sequela no meio do corpo, só dos lados, esquerdo ou direito.”
“... se ela pode ser tão forte assim, tão forte assim eu também serei” (Sueli).
“Esta casa está parecendo a casa da luz vermelha, e o paciente uma prostituta: cada noite fica um estranho para dormir com ele” (sobre enfermeiros do home care).
“Naquele momento eu me emocionei, porque pensei: Quem poderia imaginar, anos atrás, que um dia eu entraria nesta garagem dirigindo?”
“A reabilitação não é uma medalha que se ganha no fim de uma corrida. Ela começa a se manifestar em você depois de você ganhar sucessivas corridas.”
“Houve quem me perguntasse se eu sabia como se provocava o espasmo. Eu perguntei: Por que você pergunta isso?. Ele disse: Eu queria ter espasmo no bilau em certas horas.”
“Retomei a minha profissão de engenheiro civil, apesar de a cadeira de rodas não combinar muito com obras.”

“Quando do AVC, ele só mexia os olhos e hoje trabalha, dirige e faz de tudo.” Conheça a saga de luta pela Vida após um grave AVC, contada sob a ótica da sua vítima. Trata-se de leitura recomendada para todos os doentes graves, seus familiares, amigos e profissionais da área da saúde. Todo valor arrecadado com este livro é em prol da AACD. O livro relata a ocorrência do AVC sofrido pelo autor em Bariloche, o precário socorro local, a dúvida de trazê-lo ou não para São Paulo, a estada nas UTIs dos hospitais Einstein, São Luís e Oswaldo Cruz, e 14 meses de internação neste último. Apresenta o retorno para casa como cadeirante com home care, aborda as enfermagens havidas até hoje, a depressão, a reabilitação física e psicológica, a cirurgia do pulmão, o foco na reabilitação, as reconquistas na qualidade de vida. Faz conjecturas sobre a ocorrência do AVC como uma forma de evolução do ser humano. Encerra com dicas preciosas às Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais – PNEs, com críticas a alguns casos absurdos da acessibilidade no Brasil.
A sua história de vida foi contada no TELETON 2013.
Acesse https://www.youtube.com/watch?v=Q1bzUCR6UXM
Site do livro:
www.bariloche10anosdeavc.com

Nascido em 1960, paulista, nissei, casado e engenheiro civil (1987), pós-graduado pela EPUSP (2010). Aos 15 anos já era desenhista autônomo, aos 20 teve o seu único emprego registrado, chegando a sócio em 5 anos e, assim, ficou mais 5 anos na Proplasa. Saiu de lá em 1989 e em 1990 fundou a Politécnica Engenharia de Estudos, Projetos e Planejamento Ltda., que por mais de 10 anos serviu a órgãos públicos e privados, e há tempos especializou-se em atender os principais hospitais e indústrias multinacionais, com uma família de 30 colaboradores. Em 2007, quando teve o AVC, ele já tinha realizado seus principais e modestos desejos desta vida (fundar a sua própria empresa e conduzi-la há mais de 10 anos, fazer uma pós-graduação na EPUSP, conhecer o Japão de seus ancestrais e alguns outros países desenvolvidos, prover o futuro escolar da sua filha, em-preender um prédio comercial, dentre outros). Neto de quatro avós vítimas de AVC, então com 47 anos, fumante de até um maço e meio por dia, fã de um bom whisky e empresário workaholic, ele tinha tudo para ter um AVC, e foi o que aconteceu em julho de 2007. Ele [quase] morreu e ficou em Locked in ou Síndrome do Cativeiro (só mexe os olhos). Durante meses ficou como um vegetal. Daí seguiu-se uma saga de dez anos de luta pela vida e reabilitação, contada em detalhes e com humor crítico neste livro.

Serviço:

Bariloche,
10 Anos de AVC
Norberto T. Takahashi

Scortecci Editora
Autobiografia
ISBN 978-85-366-5144-6
Formato 16 x 23 cm
232 páginas
2ª edição - 2017

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