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EXTRANHAS / Antonio Romane

Um livro inquietante. São ditados, provérbios, anexins, máximas, proposições, apotegmas. E também sentenças, aforismos, rifões, ditos, adágios, remoques, larachas, apodos, prolóquios. E ainda brocardos, axiomas, dicas, chufas, dichotes, parêmias, exemplos, pitacos, gracejos. Além de poesia, claro.

O número 3 é azul. Ou qualquer outra cor que você queira. A falta de vestígio da fabricação de um automóvel não significa que o automóvel criou-se a si mesmo. Aprendo para melhor apreender. “Ir num pé e voltar noutro”, diz o saci campeão paraolímpico.

Brincando no campo das palavras - Conheci o jornalista e poeta Antonio Romane em meados da década de 1970 na redação das publicações infantojuvenis da Editora Abril. Depois, caminhamos juntos na UBE (União Brasileira de Escritores), na revista Pau Brasil e no jornal Voz da Unidade. Desde o primeiro dia de nossa duradoura convivência, Romane já demonstrava ser uma pessoa irreverente e bem-humorada, daquelas que gostam de preservar as amizades, mas jamais perdem a piada. Nos últimos tempos, ele vem dando os ares de sua graça nas redes sociais e ali demonstra a facilidade de brincar com as palavras. Agora, o autor vai além. Lança este Extranhas, que, em 112 páginas, reúne ditados, glosas, máximas, gracejos e muito mais.  Em boas tiradas, lança ácidos dardos para todos os lados, sobretudo à esquerda e à direita, na vida política, social e cultural do país. Poderia dizer que Extranhas me lembra, sobretudo na estrutura das frases curtas, Provérbios, um dos mais especiais livros da humanidade e parte do Velho Testamento. Mas prefiro apontá-lo como uma seleção de textos que percorrem o caminho traçado por Millôr Fernandes (1923-2012), como um “livre-atirador”.
Roniwalter Jatobá

O jornalista paranaense Antonio Romane, que vive há décadas em São Paulo, é também poeta. Publicou Alenterra, 1977; Certas pessoas e outra gente, 1980; Espelho absoluto, 1992, e Hierofanias, 1994. Poesia para crianças: Coleção de slides, 1987, e Noite transfigurada, 2004. Álbum colagem: Um começo para Catrina & Aristeu, 2002. Participou ainda de várias antologias e traduziu, entre outros, Jacques Derrida. Foi editor de O Escritor, jornal da União Brasileira de Escritores, das revistas Pau Brasil e Bio, pioneiras nas questões ambientais, e do jornal partidário Voz da Unidade.

Serviço:

Extranhas
Antonio Romane

Scortecci Editora
Citações
ISBN 978-85-366-5573-4
Formato 14 x 21 cm 
112 páginas
1ª edição - 2018

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