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LUXO, SEGREDOS, CRIME / Diana Guenzburger

Madrugada. A mansão dos Miranda de Barros encontrava-se toda cercada, os jardins e bosques coalhados de policiais. Detetives e PMs haviam vasculhado a área em procura da arma, sem encontrar nada, nem dentro ou em volta da piscina, nem na casa. Isso naturalmente afastava a hipótese de suicídio. De repente, a poucos passos de seu destino, viu um motoqueiro diminuir a velocidade e encostar a moto no meio-fio ao lado. Vestia casaco de couro preto e luvas. Máscara ninja tapava-lhe o rosto. Ana Luiza assustou-se e aproximou-se do muro. Nisto, outro homem, também com luvas e máscara, pegou-a pelo braço, virou de costas e encostou na parede. Assalto, pensou. Estou perdida. Começou a gritar. Trazendo seu achado para a escrivaninha, sentou-se e estudou os papéis com mais cuidado. Eram extratos de vários bancos, de contas e investimentos que não sabia da existência. As quantias eram altas, nada compatíveis com os ganhos de Henrique, que ela conhecia. Havia entradas e saídas, mas não reconheceu nenhum beneficiário. A moça não respondeu. Abriu a pequena mala que havia trazido e começou a colocar as roupas. Felipe, resignado, fez o mesmo. De repente, uma blusa que Bruna havia posto na mala deslocou-se e caiu no chão, revelando parte de uma pistola. O rapaz olhou-a alarmado.

Neste romance, a autora segue a linha narrativa utilizada em seu primeiro livro, Morte no condomínio, fazendo uma mistura do gênero policial e suspense com crônica de determinada comunidade social da cidade do Rio de Janeiro. Enquanto no primeiro livro a trama se desenrolava num condomínio de classe média, em Luxo, segredos, crime o ambiente em que se desenvolvem os acontecimentos é uma família da classe mais abastada da cidade. Iniciando-se com um assassinato ocorrido em festa suntuosa na mansão do patriarca milionário, uma visão retroativa descreve a vida dos personagens, filhos e outros parentes, mostrando seus problemas, intrigas, ambições e segredos. Levanta-se a suspeita de que, por baixo de tanto luxo e poder, havia motivações que poderiam levar até ao crime. O delegado Paulo Damasceno, agora na Divisão de Homicídios, é chamado para coordenar a investigação do assassinato. Como é seu modus operandi habitual, o policial tenta envolver-se com a família, porque acredita que só o conhecimento da psicologia dos suspeitos levará à descoberta do criminoso. Enquanto isso, outras tramas estão se desenrolando, e outros crimes irão ocorrer, aumentando o suspense e clima de medo dentro da família, até que os fatos sejam desvendados e os criminosos punidos.

Diana Guenzburger nasceu e vive no Rio de Janeiro (RJ), é Mestre em Química e Doutora em Física. Trabalhou em pesquisa científica até se aposentar, e agora escreve ficção. Publicou o romance Morte no condomínio (Editora Sinergia, 2013; Editora Chiado, 2015), que recebeu Menção Honrosa no Concurso Internacional da União Brasileira de Escritores (UBE/RJ) em 2014. Publicou a coletânea de contos O fantasma de Paquetá (e outras histórias) (Scortecci Editora, 2015), que recebeu o Prêmio Mauritônio Meira da UBE/RJ em 2017. Os contos publicados incluem “Encontro em Ipanema” na revista RenovArte da UBE/RJ (2017); “A excursão” e “Os macacos” na antologia Fernando Pessoa e convidados (Editora Mágico de Oz, 2014); “Paquetá” na antologia Verso testemunho prosa (Editora Oficina do Livro, 2015); “Cinderela moderna” na antologia Palavras abraçadas (Scortecci Editora, 2016); “A passageira do assento 13C” na antologia O silêncio das palavras (Scortecci Editora, 2018). Participou da Oficina Literária do prof. Ivan Proença (Rio de Janeiro, RJ) entre 2014 e 2016.

Serviço:

Luxo, Segredos, Crime
Diana Guenzburger
Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-5694-6
Formato 16 x 23 cm 
140 páginas
1ª edição - 2018

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