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UMA VIDA: MAIS TRISTEZAS QUE ALEGRIAS / Luiz Estevam Ianhez

"Em um sábado à tarde, 21 de março de 2015, voltando de um almoço na casa do meu amigo Mario, recebi um telefonema do meu irmão Argemiro dizendo que o Afonso tinha falecido num desastre em Minas Gerais e que não tinha maiores detalhes. Foi uma das piores notícias da minha vida, pois eu era muito ligado a ele, eu o tinha como um filho mais velho. Fiquei com muitas lembranças do Afonsinho; ele tinha uma cabeça excepcional, nunca reclamava da vida, sempre aceitava as adversidades com tranquilidade. Foi casado com Niliane, de quem estava separado havia pouco tempo. Tinha duas filhas maravilhosas, Mayra, médica, e Caroline, procuradora; quase todos os fins de semana nos falávamos ao telefone, ele me chamava carinhosamente de “doutor”. Sempre me visitava em São Paulo, pois, por causa de sua profissão de geólogo, após se aposentar da San Gobein, ele tinha atividades em muitos locais. Residiu um tempo em São Paulo na mesma rua que eu, na João Moura, e passava muito tempo em casa; meus filhos o adoravam."

Prof. Dr. Luiz Estevam Ianhez: um homem realmente importante. Há muito a se falar sobre essa pessoa. Somos amigos desde o início do ano de 1959, quando ambos ingressamos na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e, conversando, resolvemos ir morar na mesma pensão: a casa de uma senhora solitária, professora aposentada, sem marido e sem filhos. Isto em um local privilegiado, entre mansões, meio Pacaembu, meio Sumaré – Rua Ilhéus, de onde diariamente íamos juntos, a pé, para as aulas na gloriosa e querida escola, não muito distante. Além de um irmão do Estevam – o Argemiro – que cursava Geologia na USP, éramos três colegas morando na “Casa da Alice”, como chamávamos o nosso lar. Um deles, o nissei Shoju Tojo, o mais inteligente entre todos os oitenta e cinco alunos daquela turma da Medicina; o outro, Luiz Estevam, o mais estudioso de todos – e eu, talvez o mais feliz, por ter esses companheiros. Essa fase de nossas vidas foi, indubitavelmente, a mais gloriosa, fecunda e salutar. Aprendemos, amadurecemos, tornamo-nos melhores e nos preparamos para a vida adulta, madura e profissional. Tivemos um curso médico, sem dúvida alguma, que não poderia ser melhor em qualquer outra escola do globo. Além da dedicação integral, fomos orientados e guiados por sumidades médicas, tais como: Euriclides de Jesus Zerbini, Edmundo Vasconcellos, Alipio Correia Neto, Odorico Machado de Souza, Luiz Decourt, Carlos da Silva Lacaz, Ulhoa Cintra e muitos outros luminares, à nossa disposição para esclarecimentos – e tudo isso sem pagar coisa alguma. Eles apenas queriam nossa dedicação aos estudos. Luiz Estevam foi, em nossa turma, um dos que mais beberam nessa fonte inesgotável de ciência e conhecimentos gerais. Anos depois, já na prática médica diuturna, clientes me perguntavam: “O senhor pode me indicar um clínico confiável? Um médico que possa dizer o que tenho e o que não tenho?”. Eu respondia: “Conheço um em São Paulo: Dr. Luiz Estevam Ianhez, no Paraíso”. É meu médico pessoal até hoje, tendo tratado de minha mãe (ela dizia: “Para mim, é Deus no céu e o Luiz aqui na terra”), de muitos da minha enorme família, além de inúmeros amigos e clientes, para os quais eu o indiquei. É muito justo que o Dr. Luiz Estevam queira divulgar a história de sua vida. Uma vida dedicada ao atendimento, à pesquisa e ao ensino, valorizando a medicina brasileira. Gostaria de viver mais cinquenta anos, tendo sempre, como médico e amigo, o Dr. Luiz Estevam. Que Deus cuide muito da saúde dele.
José Francisco de Faria - Médico

Serviço:

Uma Vida:
Mais Tristezas Que Alegrias
Luiz Estevam Ianhez

Scortecci Editora
Histórias de Vida
ISBN 978-85-366-5723-3
Formato 14 x 21 cm
108 páginas
1ª edição - 2018

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