Receba nossa Newsletter: Nome Email
                   
Tel.:(11)3032-1179     WhatsApp:(11)97548-1515

O CAATINGUEIRO DO BREJO / Adroaldo Mangueira Bastos

Brejo da Serra, o lugar. O jogo suave e barulhento das palhas dos buritizais ao enrosco do vento no alto das copas e embaixo na beira do riacho, nas plantações de cana-caiana em touceiras intransponíveis: era a fotografia em síntese do lugar. Nova Holanda, o sonho. Nova Holanda, no meio da caatinga, no meio do nada e abandonada no norte baiano. O povoado surgiu alumiando, querendo ser personagem no meio da escuridão. Deslumbramento de inspirações dos moradores que desejavam ser cidade luz em desenvolvimento. E o começo foi organizado.

Em 1870, o ciclo do extrativismo da borracha da maniçoba atraiu nordestinos de outros estados para o norte da Bahia na divisa com o sul do Piauí. Nequinha nasceu nessas terras em 1929, na localidade de Vila Brejo da Serra, município de Pilão Arcado, onde viveu com seus onze irmãos. Região despovoada e abandonada no norte baiano, de costumes antigos, leis e regras claras como de jaguncismo. Sem expectativas, ela casou quase menina e teve muitos filhos. Não bastasse a situação do lugar, ainda teve a má sorte de perder o pai cedo e na luta diária pela sobrevivência enfrentou outros vaticínios terríveis ao longo da vida, como os conflitos na própria família por heranças de terras. Ela viu o começo de um povoado surgir na BR020, estrada que liga Fortaleza (CE) a Brasília (DF), e batizado por influência de um padre estrangeiro com o nome Nova Holanda, no final da década de 1950, no governo de Juscelino Kubitschek. No sonho deste nome: Nova Holanda, muitos mudaram da Vila Brejo da Serra e ambicionaram que o povoado viraria cidade. Mas os princípios velhos e conflitos familiares foram empecilhos. Com isso, o lugar nunca constou nem no mapa da Bahia e seus filhos ilustres bateram em retirada, mesmo com as mudanças e evoluções dos costumes... É o que figura nos retirantes de O Caatingueiro do Brejo.

Adroaldo Mangueira Bastos nasceu em 1970 e é autor também do livro de contos Coisa Perdida. Neste romance, trata da beleza da caatinga e fotografa a vida de seus moradores em seu ápice mais verdadeiro. O Catingueiro do Brejo apresenta dor, luta e sonhos na jornada épica de um povo.

Serviço:

O Caatingueiro do Brejo
Uma História de Sonhos e Sangue no Sertão da Bahia
Adroaldo Mangueira Bastos

Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-65-5529-422-4
Formato 14 x 21 cm 
212 páginas
1ª edição - 2021

Mais informações:

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home