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A MENTIRA PATOLÓGICA / Thiago Augusto Zardo

O livro do Zardo nos remete à viva-cidade que nasce do desequilíbrio. Não se trata de uma utopia reversa, mas uma ode à imperfeição ou um elogio ao desequilíbrio.

Vaidosos, malandros, ciumentos. Não, não estou falando dos personagens, mas de nós mesmos (vocês e “eus”).

Aqui em suas mãos está uma ode ao humano a partir da característica que melhor o identifica. Assim como a vida é fruto do desequilíbrio que gera diversidade e ordem, podemos dizer que o humano é fruto da seleção natural da imitação e da dissimulação. Ela está na raiz de todas as maravilhosas construções humanas: política, arte, religião, ciência.

A mentira reina absoluta junto aos de sua casta: omissão e meias-verdades, marketing e propaganda, teorias e certezas, mitos e promessas, fé e esperança. Aliás, a verdade (Alethéia) que foi o Santo Graal da filosofia por praticamente toda a sua história, hoje se encontra menosprezada, visto que concluíram pela sua imponderabilidade ou inexistência. Mas a mentira, essa sim, ninguém há de negar: existe. Nós é que não existimos sem ela. No dia em que for descoberto que um software contou uma mentira, teremos plena convicção de termos criado um ser racional. Wanderley Dantas dos Santos

“Penso, logo minto. Logo não penso?! Será? Serei? Mentira! Minto, logo penso.” Wanderley Dantas dos Santos

Serviço:

A Mentira Patológica
Thiago Augusto Zardo
Scortecci Editora
Psicologia
ISBN 978-85-366-1190-7
Formato 14 x 21 - 88 páginas
1ª edição - 2008

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