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UM DIA FALARAM QUE EU ERA UM POETA / Gasparino José Romão

Quando fala o coração e chega a saudade, na insegurança das pancadas do mundo, resta-nos, tão somente, rever na sensação das emoções sentidas, os sonhos que se naufragaram nas revoltas marolas do oceano da vida...
Então, a alma solitária deixa para trás tudo que não volta e, olhando a solidão e o vazio do instante, de forma pessimista, quando sente tão somente o vácuo do pensamento contrito, entende que tudo isto aqui é assim e, no solitário momento, numa noite calma, brota-se-nos do peito um mar de lágrimas que nos retém extáticos no mesmo lugar.
Nesse momento impensado, forma o teu ideal quando no silêncio da alma, escuta-se uma voz nos caminhos perdidos nesse êxtase e, no subconsciente, percebo que eu sou um predestinado. Eu quero a paz e, deixando de lado as lembranças tristes, espero que dormirei o meu sono que, mesmo no sem sentido das ilusões perdidas eu quero ressuscitar.
Quando o sol da vida descamba para o lado de lá, à procura, talvez, de outra que sempre se espera ser bem melhor, assiste-se nas mudanças daquele crepúsculo como que uma angústia que vai-se desvanecendo naquele pôr do Sol.
A alma extática, nos olhos meditativos do pensamento, parece acompanhar, nos derradeiros lampejos do sol poente, embalada na saudade que ficou conosco, naquela hora de místico langor, as sombras da noite que, pouco a pouco, vão cobrindo de mistérios o agonizar do dia.
Nesse êxtase, muitas vezes se fica parado, sem ter certeza de que exista outra vida ou que se decretara o fim daquela que presenciamos no instante do dia que acaba e da noite que está chegando...
Do lado de lá é uma outra dimensão e sempre se cogita de uma vida melhor sem coisas tristes que, na concepção dos agnósticos, tudo acaba quando esta vida terrena tem o seu termo e que, depois dela nada mais se pode imaginar.
A nossa crença, entretanto, é a da eternidade da alma, que foi criada pelo Senhor de todas as coisas, para ser eterna, para não morrer...

Serviço:

Um Dia Falaram que Eu Era um Poeta
Gasparino José Romão

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-1324-6
Formato 14 x 21 cm - 112 páginas
1ª edição - 2008

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