Receba nossa Newsletter: Nome Email

UM DEMÔNIO CHAMADO MULHER / Lé (Alfredo José Assumpção)

Este livro, dividido em oito partes, sendo que a primeira vem a ser o prólogo que busca sinalizar a temática geral da obra - o binômio Amor-Mulher - não é somatório de blocos estanques. O binômio é o núcleo detonador, caleidoscópio que gira e gira em múltiplos focos de espelhos e contra-espelhos deste tema arrebatador. Se o Amor por si, é a essência da vida, carregando consigo (desde que o mundo é mundo) vendavais e auras acariciantes, a Mulher, por seu turno é - dentro dele e por causa dele - a deusa que sobe aos céus e a força demoníaca que desce aos infernos.
Tudo isto temos aqui, neste livro sedutor, instigante, intrigante, espicaçante, chocante e comovedor. Vai do realismo cru à leveza romântica; da aflição ao lirismo tênue e contido; da perplexidade ao aconchego amigo. Apesar dos módulos que a dividem, é obra para ser lida e sentida no seu conjunto, porque há um "balanceio" de atração e repulsão (ou aflição) do começo ao fim. É que o autor é por demais abrangente; é que ele não se contenta nunca - nem com a perfeição dos versos e poemas, como se apresentam aqui. Ele se sufoca e se redime constantemente em mensagens de infinitos apelos, sem soluções possíveis, que são muitas as armadilhas do Amor. Porque – sabe o autor e aqui está – O Amor e a Mulher e o homem metido dentro desse funil veloz, cirandam eternamente, e eternamente será assim.
Pouco temos visto uma obra como esta, tão palpitante e a um tempo una e difusa. O poeta, ele próprio, vê-se não perdido, mas sem alvo certo - porque não há - dentro dessa roldana, quando pergunta: "Como entender o que se passa/no coração de um poeta?" Parece um truísmo - quando não o é, porque é uma verdade perpétua e imanente ao espírito do poeta.
Vê-se bem que surgem dois pontos nodais dentro desse amor multifacetado do autor: a solidão e a amada indefinida mas presente, quase corporificada, ao correr do emaranhado de aflições, dores e benquerenças. Diz o poeta: “Ninguém se importou ainda/com a minha poesia, exceto você”, num dos seus belos poemas. Nestes dois versos simples está a chave (ou uma delas) do sentimento totalizador destas criações. Ou: “Este é o esqueleto de mim/que consegui juntar para você", exposto no poema “Esqueleto”. Até no módulo V - “Com o demônio no corpo” – onde o autor busca traçar mais detidamente o perfil feminino, lá está o dar-se total, a eterna oferenda, logo no pórtico: “Sinto sua/presença em mim,/ corpo e alma. - Não a tenho/Você me tem”.
Não há como discorrer mais longamente em espaço curto, sobre obra tão pulsante como esta. Lé (Alfredo José Assumpção) é simplesmente assustador: como pôde ele cantar tudo, liberto de metáforas enganosas, em versos límpidos e líricos, sobre o Amor e a Mulher, até mesmo quando aflora a ponta da amostragem carnal e fisiológica? É que os poemas, longos ou pequenos, vêm em explosões continuadas e cada um deles dá o tom e o tônus próprios e concludentes. Poderíamos citar belezas continuadas destas criações, mas seriam apenas citações a mais, que o pouco que foi dito dará conta, embora palidamente, da beleza do todo da obra.
E o curioso e notável é que, embora os muitos apelos, confissões, aflições e explosões inesperadas, não temos aqui uma obra de sentidas dores. Temos - como dizer? - não apenas Um demônio chamado mulher, temos mais: a ciranda masculina, que vem a ser o núcleo da ciranda da vida em torno da mulher, sua contrapartida e sua essencialidade.

E temos – o que é mais importante – o talento criador de um Artista do verso, um dos favoritos dos deuses.

Caio Porfírio Carneiro

Alfredo José Assumpção é economista pela Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro, pós-graduado em Desenvolvimento de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, e mestre em Gerência de Recursos Humanos pela Pacific Western University. É o CEO e sócio-fundador da Fesa (Liderança Consciente e Transformadora), que opera no Brasil com três escritórios, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, e 90 profissionais, entre sócios, consultores, pesquisadores e outros funcionários. A Fesa é associada da IIC Partners, a oitava maior empresa do mundo operando com executive search, presente em 40 países com 60 escritórios. Entre as mais de 40 empresas que compõem o conglomerado da IIC Partners, a Fesa é a NÚMERO 1 em receita, posição de destaque que assumiu em 2007 e confirmou em 2008. Também é membro da Association of Executive Search Consultants (Aesc), uma associação que define padrões éticos e profissionais rígidos para mais de 250 empresas de executive search em âmbito global que atuam com retainer FEE, aqui incluídas as maiores do setor.  Em 2007, também assumiu a posição de empresa NÚMERO 01 no Brasil, comparada contra os demais membros da AESC, atuando com retained executive search no país.
Com longa carreira em RH, Alfredo foi gerente e diretor dessa área no Chase Manhattan, na Reynolds Tobacco, International Paint e na Kibon (General Foods). Foi também membro do Board da IIC Partner. É poeta, tendo publicado quatro livros de poesias: Amando, Páginas roubadas, Um demônio chamado mulher e Canalha sedutor, todos pela Scortecci Editora. Publicou também Caçando executivos financeiros: a floresta bancária e seus players, que versa sobre sua profissão (Negócio Editora), além de Gestão sem medo: muito se pode criar, tudo se pode mudar, pela Editora Saraiva, livro sobre liderança. Colaborou com a Saraiva comentando o livro The science of being great, que faz parte da trilogia do autor norte-americano Wallace Wattles (os outros são The science of being well e The science of being rich) e que no Brasil a editora lançou com o título A Trilogia do segredo. É também músico e compositor, tendo quatro CDs gravados de música e poesia. É membro da Escola de Auto-estudo do Grupo Gurdjieff de São Paulo, do Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef) e da União Brasileira de Escritores (UBE).
Em 22 de abril de 2008, foi indicado pela revista Business Week como um dos mais influentes headhunters do planeta. Logo a seguir, em 12 de setembro de 2008, recebeu a Comenda Presidente Juscelino Kubitschek, agraciada pelo Governo de Minas Gerais, reconhecendo os serviços de excepcional relevância para a sociedade que o autor vem realizando. Com esta premiação, Alfredo é reconhecido por sua trajetória, por seu espírito empreendedor e incansável na construção de um mercado de trabalho mais transparente, consciente e humano. Um caso raro em que altas doses de idealismo e de pragmatismo se misturam. Alfredo sempre se pautou por princípios de igualdade de oportunidades, diversidade de idéias, pessoas e opiniões, e, principalmente, pelo reconhecimento de desempenhos notáveis, capazes de transformar as empresas, o Brasil e o mundo. Sempre inspirador, seja em seus livros, palestras, artigos, entrevistas no rádio e na TV ou no convívio pessoal, Alfredo nos convoca e nos desafia: somos os agentes da nossa felicidade; este é o caminho de construção de um mundo melhor. A felicidade é o início da transformação. É o que tem tentado passar a todos os seus semelhantes.

Serviço:

Um Demônio chamado Mulher
Lé (Alfredo José Assumpção)
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-7372-460-8
Formato 14 x 21 cm - 240 páginas
2ª edição - 2008

Mais informações:

Catálogo Virtual de Publicações

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home