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CAPRICHOS DO ARCO-ÍRIS / Maria Lúcia Martins

Dizer que Caprichos do arco-íris prende da primeira frase até o ponto final, pode soar como clichê, mas como evitar se é isto mesmo o que acontece e se é o que sintetiza o ideal de um livro? O laço é jogado na primeira linha, quando de chofre Ninguém dirige-se ao leitor: Será que estou lhe ouvindo bem, meu caro leitor?! Você me diz que espera que eu relate, com todos os detalhes, quem é Ninguém neste livro!?

Como resistir a tal impacto, provocado pelo fabuloso narrador, que não sendo o autor e ultrapassando sua função de   mero  escrevedor, se mete no livro alheio para dar palpites e explicações, que antes de esclarecer surgem como sucessivas charadas? Penso tratar-se de literatura que, ao modo de “a forma shandiana” (autoria de S. P. Rouanet), alia, à petulância do narrador, suas críticas cruéis às próprias histórias do livro, contadas por Júlia a personagem central...

O resultado é o riso. E o encantamento, o qual vai se alargando na segunda e terceira partes, a começar pelos intrigantes títulos: Bolhas Misteriosas; A Menina que Enterrava a Boneca. Na segunda, entre sonho e realidade, Júlia confirma a riqueza do seu imaginário, num misto de alegria e sofrimento. Na terceira parte, apoiada em cantigas, parlendas e poemas, junta o lúdico do mundo da fantasia às perdas da realidade.

Daí a tão significativa epígrafe de S. Freud: “A antítese do brinquedo não é o que é sério, mas o que é real”. Entre os vários livros de Maria Lúcia Martins (poesia, ficção, educação-matemática) Caprichos do Arco-íris, urdido com tanta delicadeza,  trama que prende e cativa, é um livro declaradamente escrito para “jovens, leitores de todas as idades”.

Como ele, lembremos de A Tarefa – ilustração de Rui de Oliveira, Ediouro, São Paulo (Prêmio Romance Jovem da UBE, 1999), e de Morte e Vida Bandolim, 2004, Arquimedes Edições, Rio de Janeiro, RJ – ambos, selo “Altamente Recomendável” – FNLIJ. No todo, a história (três em uma) foca os contrastes complementares: vida e morte. Entre eles, os enlevos que valem a existência... Assim, Maria Lúcia Martins (que também assina a pintura da capa), tece, com muita ternura, estranhezas na  travessia  da  menina  à mulher.

Maria Lúcia Martins, membro fundador da  Academia de Letras de Jequié, sua terra natal, tem formação em Filosofia (UERJ, 1976), é psicanalista, coordena o SOLLEI (Sociedade de leitores livres e escritores idem) e estuda pintura.

Tem dois filhos e três netos. Reside em Salvador. Vislumbre será o título de seu próximo livro de poemas (o sexto).



Serviço:

Caprichos do Arco-íris
Maria Lúcia Martins

Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-1373-4
Formato 14 x 21 cm - 148 páginas
1ª edição - 2009

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