O IPÊ FLORESCE EM AGOSTO / Lucília Junqueira de Almeida Prado

Este livro de Lucília Junqueira de Almeida Prado reúne uma novela, que dá título ao livro, um romance, uma história para o público infantil e três textos versejados, para crianças e jovens, com muita cor local, muita beleza sonora e bem conduzidos. Um arco criador que vai do tema adulto ao infantil.

Prova pronta e acabada de que a autora transita com desenvoltura em qualquer vertente da Arte Escrita. A novela, que abre o livro, até certo ponto romântica, sem fáceis concessões, é uma história de criatividade quase de sonho ou perplexidade, num patamar de inquietação que arrebatará o leitor.

O romance, a seguir – No verão, a primavera – é uma obra-prima da melhor ficção nacional. Livro editado há algumas décadas, alcançou merecido sucesso na época. Mas, tal como acontece com obras de outros autores, não se perpetuou em edições seguidas. Não será em poucas linhas que se analisará a vida vivida e amorosa de Belinha. Valendo-se, com segurança, da retrospecção, deslindou uma história notável.

O livro são buscas, encontros e desencontros do começo ao fim. Belinha é catalizadora de emoções e vivências, dela e das personagens. Livro maravilhosamente humano. Drama amoroso e drama dos dramas da vida, sem fugir dos meios-tons, que dão latência e pulsação do começo ao fim.

A passagem deste livro belíssimo para a criação infantil, logo a seguir, dá-se sem ruptura de qualidade, embora escritos em épocas diferentes, dada a riqueza narrativa da autora, consegue dar, com carinho, sopro de vida a um gato. Humaniza-o tão bem, que qualquer adulto, lendo a história, se tornará uma criança e admirará o gato.

As três últimas passagens do livro, compostos em versos, para crianças e jovens, mostram-nos toda a mágica e magia criadora de Lucília Junqueira de Almeida Prado. São três histórias num versejar tão bem urgido que se treliçam, dentro do ritmo poético, o visual, o narrativo e o descritivo, numa amostragem emblemática e cantante.

Lucília nasceu em São Paulo. Passou toda sua infância numa fazenda perto da cidade de Conquista, no Triângulo Mineiro. Voltou a São Paulo para fazer o ginásio no Colégio das Cônegas de Santo Agostinho (mais conhecido como “Dês Oiseaux”). Terminando este curso, fez Secretariado, Aliança Francesa, Cultura Inglesa e alguns cursos de literatura. Sempre gostou muito de português, e do professor da matéria José Adelino D'Azevedo, guarda as melhores recordações e a alegria de ter sido ele o primeiro a vaticinar que ela seria escritora. Chamava-a para ler suas composições e narrações, de frente para a classe, sobre o estrado onde ficava sua escrivaninha. Quando terminava, ele, que era português nato, tendo um metro e meio de altura, passava o braço pelas suas costas e dizia: “A m'inina vai ser escritora! A m'inina vai ser escritora!” Aos 19 anos casou-se com um fazendeiro e voltou a morar numa fazenda entre as cidades de Orlândia e Morro Agudo. Assim realizou um sonho: voltar a morar no interior com tempo para muito escrever. Tem cinco filhos, onze netos e, por enquanto, quatro bisnetos. Este é seu quinto livro de contos, pois que o primeiro chama-se "Cheiro de Terra", seguido de "A Vida tem Alvoradas", "O Sonho de Cada Um" e "Presente de Natal". Até eles, escreveu 65 livros para a infância e juventude. Com seu segundo livro “Uma rua como aquela” ganhou o Jabuti 1971. Tem mais 8 prêmios sendo o mais importante o do “Pen Clube Internacional” pelo conjunto de suas obras. Lucília foi presidente da “Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil” nos anos de 1980 e 1981. Em 1980 ganhou o diploma “Personalidade do Ano”.

Serviço:

O Ipê Floresce em Agosto
Lucília Junqueira de Almeida Prado

Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-1383-3
Formato 16 x 23 cm - 312 páginas
1ª edição - 2009

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