PASSA GENS - 3ª edição / Manoel Santana Câmara Alves

Certa vez pediram a um sátiro que definisse o que é um poeta. Poeta é aquele que pensa em si, antes de falar. Pensa em si, quando está falando e fica pensando em si, depois de falar. Ora, o sátiro só o é porque perdeu a crença.

Sabemos que quando morre uma crença, nós também morremos um pouco nela, porque ali morre uma ilusão nossa. Não é sem propósito que alinhávamos tais pensamentos depois de lermos  os originais deste novo livro de Manoel Santana Câmara Alves.

Se para alguns o infinito é uma miragem atormentada, em que se perde a essência humana, a poesia, nesta obra, convida à busca do infinito, como nova fonte de vida, de esperanças, de afirmação positiva. Tem o cantar dolente da brisa que passa esgueirando-se no dorso da palmeira esguia. Mas não esquece o social, indicando normas procedimentais aos poetas.

A pena correu leve e disciplinada, não anunciando o final de um trabalho, mas bradando, que a poesia não morreu. O que tem morrido é a fé, a capacidade de contemplar o belo nos mistérios da poesia. O leitor sentirá emanações de sonhos e ternas recordações, na leitura desta obra.
João Meireles Câmara

Serviço:

Passa gens
Manoel Santana Câmara Alves

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 85-7372-000-0
Formato 14 x 21 – 84 páginas
3 ª Edição - 1998, 1ª edição 1992 

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