AFORISMOS DESAFORADOS OU DESAFOROS AFORÍSTICOS / Julios d'Gales

Acredito que essa resposta será mais explanativa do que qualquer prefácio que se possa escrever.

– O que você espera desse livro?

– Um sonho... Pois a todo e qualquer sonho podemos concebê-lo de duas formas: uma boa e outra má, assim como os Aforismos Desaforados e os Desaforos Aforísticos.

Para a má versão de um sonho damos o nome de pesadelo, porém para a boa, simplesmente sonho. Talvez porque nos iludamos, conscientemente, acreditando que a maioria de nossos sonhos sejam, de fato, bons, ou talvez porque realmente os sejam. Aos pesadelos, queremos que acabem, mesmo antes de sabermos onde estamos, paramos, ou pra quê servirá, desejamos nunca termos conhecido, perdê-los em nossas memórias antes mesmo de levantar-nos, assim como aos maus livros.

Já os sonhos bons, aqueles que passam a fazer parte de nossas vidas, fazemos questão de gritar a plenos pulmões, a todos a nossa volta; ficamos horas, dias, vidas acrescentando-lhes pequenos detalhes, modificando os que nos são permitidos, adaptando novas e nossas realidades, desejando intimamente que eles tenham o final que a beleza da vida lhes reservou, assim como a um bom livro.

Sendo assim, o meu Sonho para este livro não é que ele seja um, mais um, ou o best-seller (o mais vendido), mas sim que seja outro optimum reader (o mais lido) de nossas vidas. Não me importo que venda tantas mil unidades, desde que as unidades que vendam sejam de fato lidas e relidas, comentadas ou discutidas, retrucadas, porém citadas por anos a fio pelos que o adquiriram.

Que suas tentativas de realidade sejam perseguidas ao longo do tempo, que sejam temas nas rodas de amigos e lembradas nos momentos em que nos atropela o cotidiano, como um deja vú prazeroso, pois assim reconhecemos nos sonhos, o nosso sonho, o seu sonho.

Julios d’Gales é uma segunda personalidade proposital. De alguém que eu poderia ou gostaria de ser, caso não houvesse as barreiras sociais; ou, trocando em miúdos, um pseudônimo de autor. Por que o citautor (citador-autor) de “Críticas são como elogios, às vezes, devem ser dados pessoalmente.”, acreditaria que não seria questionado, malogrado ou mesmo contradito? Não despropositalmente, essa é a intenção: o convite à reflexão pela simples exposição do tema, sem o intento de convencer o leitor! Porém o mais entusiasmante é que a cada discordância, surge um novo aforismo, a cada novo aforismo, um novo livro, e a cada novo livro, um novo autor. Tão esclarecido e convicto de suas opiniões que poderia, prazerosamente, ser confundido com o próprio Julios d’ Gales. Sendo assim, aproveite, conteste, contradiga, questione, amplie conceitos, divida-os, mostre suas criações, sugira, divida-se... Mas, principalmente, divirta-se.

Serviço:

Aforismos Desaforados ou Desaforos Aforísticos
Julios d'Gales
Scortecci Editora
Aforismos
ISBN 978-85-366-1497-7
Formato 10 x 17 cm
42 páginas
1ª edição - 2009

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