PASSADO A LIMPO - ODE A MEU PAI / Mônica Franco Montoro

André Franco Montoro foi um político excepcional (e, considerando os tempos atuais, bota excepcional nisso!) que pautou a vida por uma dedicação absoluta ao bem comum, numa ação cujo traço mais marcante talvez tenha sido a coerência. Esta é, certamente, a imagem pública que nos legou um dos poucos genuínos estadistas  brasileiros.

O Montoro que surge das páginas deste pequeno e belíssimo livro, uma jóia de prosa poética,  é o mesmo, visto de um ângulo distinto. No lugar do político surge o pai. Num cenário pontilhado de reminiscências de lugares, situações, personagens, surge o pai descrito, louvado, admirado, amado... reclamado pela filha caçula de uma prole de sete. Mônica, uma mulher, filha de quem é, dura na queda, firme e determinada. Mônica, filha de quem é, uma mulher sensível, inquieta, que só poderia se ter tornado poeta. Uma mulher, como o pai, os pais,  plena de contrastes.

Destas páginas resulta poeticamente claro:   pelo fato de ter feito uma opção muito consciente  pela vida pública, aliado, por uma questão de temperamento, a uma certa dificuldade de lidar com a intimidade do afeto, Montoro foi um pai, digamos, insuficiente para as demandas afetivas  da filha poeta:  “Meu pai era público, famoso, formal, quase uma miragem, uma imagem virtual.” Não é  um registro de lamento, mas de compreensão: “Desconto o cafuné que você não me deu com as mãos, mas com a coragem de toureiro”.

O talento da filha faz surgir destas páginas  um grande homem maior e melhor, porque completo na sua extraordinária e complexa dimensão humana.
A.P. Quartim de Moraes

Serviço:

Passado a Limpo - Ode a Meu Pai
Mônica Franco Montoro

Scortecci Editora
Poemas
ISBN 978-85-366-1549-3
Formato 14 X 21 cm 
84 páginas
1ª edição - 2009

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