NÃO SOU POETA, SOU FAZEDOR DE RIMAS / Affonso Renato Meira

A Academia

A Academia é o templo magno da cultura,
não há que saber quem está a sua altura.
Não precisa ser constituída por doutores.
Aos cientistas as dores, aos artistas as cores.

Os imortais da memória mantenedores
que da arte e da ciência sejam criadores.
Desvendar a história, zelar pela cultura
cuidar que a tradição seja a mais pura.

A literatura, a música, a pintura, o passado,
a pesquisa, o porvir não pode ser abandonado.
Da complexidade da mistura encontrada,
surge sublime a Academia para ser aclamada.

Affonso Renato Meira é paulistano nascido no Bexiga e curtiu sua adolescência nas peladas de rua da Vila Clementino, em São Paulo. Não é um principiante na arte de escrever. É formado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina. Doutor e livre docente pela Universidade de São Paulo, onde exerceu a cátedra durante muitos anos, especialmente nos campos da Ética Médica e da Bioética. Com a experiência adquirida nessas áreas publicou artigos e livros técnicos, dentre os quais destacamos Folhas Soltas – Bioética e Meditações, onde discorre sobre diversos assuntos, direta ou indiretamente ligados à Ética Médica e à Bioética. Aposentado nessas que foram as principais atividades de sua vida durante tantos anos – a medicina e a cátedra, onde angariou seu vasto currículo – resolveu fazer uma incursão pelos intrincados caminhos da poesia. Vem invadindo a área assim como quem não quer nada, fingindo-se de morto, se intitulando um mero fazedor de rimas, com a produção de seu livro Não Sou Poeta, como se isso – ser ou não ser poeta – dependesse apenas de um simples registro num Cartório de Notas. Depende sim da aceitação do público pelo que o autor escreve. Affonso Renato Meira nos mostra através de seus versos que é conhecedor profundo das coisas da natureza e da vida. Nas entrelinhas de suas rimas nos revela, com notável profundidade, sua admiração e seus conhecimentos pela cidade de São Paulo, como melhor não  faria um guia turístico, além de um carinhoso relacionamento com as flores, os pássaros, os cavalos de corrida e com as pessoas, seus parceiros de jornada neste planeta. Qualidades indispensáveis a quem escreve poesia. Mas o autor gosta de ser parcimonioso. Não sei se apenas por questões de modéstia ou se é uma tática subtraída dos meios futebolísticos para amenizar suas responsabilidades de poeta, já que mantém relações muito íntimas com o mundo do futebol. O Dr. Affonso, como dissemos antes, não deixa muitas dúvidas sobre sua vocação: “Invade a área (...)”, no melhor estilo de Garrincha, “(...) faz que vai, mas não vai... e acaba indo”. Suas “rimas”, que o leitor vai ler neste livro, trazem no seu bojo aquilo que é importante em qualquer texto literário: o poder da comunicação. Gostei do livro. Mas a última palavra está com o leitor. A caixa de ressonância para qualquer obra de arte.

Guaracy de Souza Sampaio
Poeta, Escritor, Compositor
Da União Brasileira de Escritores

SERVIÇO:

Não Sou Poeta, Sou Fazedor de Rimas
Affonso Renato Meira

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-1831-9
Formato 14 x 21 cm 
120 páginas
1ª edição - 2010

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