CIRANDA DE MOSAICOS - DOS MARCOS DAS MARCAS E TRAGÉDIA / Valéria Avilla

Narrativa bem engendrada em que fica evidenciada na autora sua leitura de Lacan, Derrida e  Schopenhauer, devidamente citados durante o percurso do texto, bem como outros que apenas se fazem presentes pela forma de construção da narrativa e que traçaram a teoria pós-moderna da literatura, a partir de Saussure, como Bloom, Kristeva, Bakthin, Barthes, Compagnon e outros.

O texto forma uma trama cuidadosamente tecida desde o título, que propõe uma ciranda formada por peças que são acrescentadas para se compor um desenho. Um desenho que em se apresentando como elementos em movimento, jamais formarão imagens iguais para diferentes leitores. No entanto, essas partes não estão soltas, são amarradas e propostas como peças de um jogo para o leitor que fará o seu papel de coautor entrando na ciranda.

A autora inicia a obra com a apresentação da narradora-personagem divagando sobre a incapacidade de originalidade do homem e de sua arte. Afirma que a risível natureza da vida reduz o indivíduo e sua produção a um mero arranjo que se repete. Critica os escritores porque anseiam dar algum sentido a sua existência no ato de escrever, porém tal empenho nada resolve a angústia humana.

“Temos todo o bem, e todo o mal; a beleza e o grotesco se revezam dentro de nós sem qualquer aviso. Por mais diferentes e anormais que alguns possam parecer, somos muito mais semelhantes do que supomos. Entretanto, mesmo enquanto tragédia, a vida nos permite diversão no erotismo e na arte.”

Paixões, traições e ciúmes são os combustíveis usados por uma prisioneira para contar sua experimentação pela vida e sua vivência com o submundo do tráfico de drogas e da pedofilia.

O texto relata a história de uma mulher que a partir de um acontecimento catastrófico em sua infância, desenvolve um transtorno de personalidade, adotando, na maturidade, relacionamentos amorosos os mais diversos possíveis. Marcada por perversidades e apaixonamentos cria uma intricada rede de relacionamentos. Em um dado momento um grupo de amigos se reencontra, um acidente fatal ocorre, desenrolando a trama ao mesmo tempo em que se tece o texto e se cria o escritor.

Filosofia, poesia e linguagem contemporânea emolduram essa ficção de conteúdos psicológicos e eróticos intensos.

Valéria Avilla nasceu em Petrópolis, tem 47 anos e reside em Goiânia. Psiquiatra clínica e forense, atuou em casos de criminosos com grande repercussão na mídia, como o chefe de rebeliões em presídios Leonardo Pareja. É membro da União Brasileira de Escritores, tendo também publicado contos e poemas em antologias na Câmara Brasileira de Jovens Escritores.

Serviço:

Ciranda de Mosaicos - Dos Marcos Das Marcas e Tragédia
Valéria Avilla
Scortecci Editora
Romance
ISBN 978-85-366-1832-6
Formato 14 X 21 cm 
260 páginas
1ª edição - 2010

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