GOTA SERENA - POEMAS PARA UM TEMPO DE PAZ / João Paulo Naves Fernandes

É preciso superar-se. Mergulhar nos segredos, aventuras e verdade. Questionar-se. Buscar crescer no essencial, sendo solidário e transformador, ansioso por amizades e revolucionário. Permanecer significa render-se à rotina, voltar à superfície.

Gota Serena traz este degrau pós-traumático, pós-quarentena, já refeito. Medita o que se foi e levanta âncoras de um mar sem profundidade, em direção ao inusitado, desconhecido e indecifrável.

As tempestades não trazem mais formas que suscitem cantos matinais. Apenas pontos futuros questionam o presente. Mas está aberto ao princípio e fim pelo qual fomos gerados, para marcarmos com nossa individualidade esta experiência na qual estamos convidados a participar.

Nada de becos e bueiros. Nada de esconderijos, diante da preciosidade da verdade que reaviva mortos. Pensamentos e ações devem sobrepor-se às falsidades e inutilidades que infestam o mundo globalizado.

Não seremos mais expectadores da mediocridade, nem silenciaremos nossas bocas e fecharemos os olhos. É preciso que a vida se redescubra destes entulhos, adube e produza frutos novos, geneticamente transformada pela experiência humana.

Mundo meu, te descubro, te decifro.

Nascido em José Bonifácio (SP), no dia 09 de agosto de 1949, filho de Sólon Fernandes e Sebastiana de Souza Naves Fernandes, –  ele, juiz e ela, professora do grupo escolar local –  João Paulo Naves Fernandes, aos cinco anos, sai com a família para a Capital, indo todos morar com a avó, dona Felicidade, na Av. Duque de Caxias. Em 1959, muda-se para o bairro de Perdizes, onde tem sedimentadas as suas raízes, tornando-se paulista de criação. A partir de 1970, começou a desenvolver sua atividade literária, que se definiu depois de 1974, quando se propôs a trabalhar dentro da poesia como meio existencial, donde tira a matéria prima para sua sobrevivência. Com grande experiência em Recursos Humanos, desenvolveu atividades de treinamento, junto a vários segmentos profissionais, em vários Estados da Nação. Participou do processo de redemocratização do país e, uma vez alcançado este objetivo, opta por uma ação direta, voltada aos mais necessitados, através das Pastorais da Saúde, no Hospital das Clínicas, e da Carcerária, na Delegacia 89, e junto ao povo de rua nas noites de sexta, no centro de São Paulo. Publicou três livros de poemas: Chão do Mundo, em que retrata o coração do operário do ABC; Banidos e Profanos, que denuncia a contenção dos sentimentos e pensamentos imposta pelo autoritarismo; e Dito Pelo Não Dito, expondo a presença das estruturas que impedem a expressão da palavra. Aventura-se, agora, com As Pedrinhas dos Nomes Novos e Outros Contos de Natal, num resgate do principal desta festa, que é a encarnação de Cristo, descartando tudo o que é acessório, e Gota Serena, uma decantação do tempo sobre o ilusório, filtrando o essencial. Sempre de raízes fincadas na vida, como dizia Pessoa: “fui como ervas, e não me arrancaram”. Agora é hora de agir.

Serviço:

Gota Serena - Poemas Para Um Tempo de Paz
João Paulo Naves Fernandes
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-1784-8
Formato 14 X 21 cm 
68 páginas
1ª edição - 2010

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