RETALHOS AO RELENTO / Érico Marin

Desde que Érico é Marin e escreve poesia, sua caneta rasga o verbo e seu verso revela as vísceras de uma alma pra lá de sensível. O conteúdo de sua arte é contundente e as palavras plasticamente afiadas.

Lembro dos seus rascunhos púberes e da professora de literatura do cursinho boquiaberta com sua precocidade. Para Érico, o verbo e o verso são velhos amigos mágicos que transformam a ferida em flor e a navalha em pincel. Havia, sei lá, uns cinco anos que não lia nada de novo dele. Até que chegou o e-mail: “Bom-dia... Estou quase fechando a publicação do meu livro de poemas e gostaria muito que você escrevesse a orelha. Acho que você é a pessoa mais indicada para isso. Você tem tempo disponível?... O livro (Retalhos ao relento) segue anexo”.

Achei o título fantástico e me senti instigado a lê-lo logo. Quando iniciei a leitura me deparei com o mesmo Érico em essência, mas curtido no tonel do tempo, da vida e das novas referências. Érico atingiu uma capacidade de concisão que não me lembro de ter visto em seus poemas antes. Passou a brincar com a forma geométrica que o verso pode tomar no papel para auxiliar na compreensão do conteúdo. Sua obra se tornou mais simples sem perder a contundência e a beleza literária.

A estrutura de seu texto foi ludicamente transformada pelos anos, preservando a sua identidade e fazendo de cada palavra peça de saboroso quebra-cabeça a ser montado pela sensibilidade e inteligência do leitor. Não sei precisar quando vi Érico pela última vez. Deve fazer uns cinco anos, talvez um pouco menos, quatro ou três.

Mantivemo-nos em contato pelos sagrados fios invisíveis da tecnologia. Pelos bytes, tive a impressão de que eu e ele amadurecemos, o que para um roqueiro apaixonado como Érico não é boa ideia. Talvez ele me perguntasse: “O que é amadurecer?” Acho que, com a permissão à paráfrase, é não ter nada nem a favor do mundo nem contra, é até beber na mesma mesa, mesmo que cada um em uma ponta. Érico Marin, caro leitor, é sempre uma boa companhia... Retalhos ao relento... Sirvam-se e sorvam à vontade seus versos, são de altíssima qualidade.
Wagner Hilário - Jornalista, poeta e escritor

Retalhos ao relento são poemas  percorrendo a cidade, se debruçando sobre as relações humanas e dialogando com o tempo – na busca pela essência universal das experiências particulares.

Serviço:

Retalhos ao Relento
Érico Marin

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-1991-0
Formato 14 x 21 cm 
76 páginas
1ª edição - 2011

Mais informações:

Catálogo Virtual de Publicações

Para comprar este livro verifique na Livraria e Loja Virtual Asabeça se a obra está disponível para comercialização.

Voltar Topo Enviar a um amigo Imprimir Home