NÃO SE DEVE ESQUECER / Mariam Baidarian

É a vida de um imigrante armênio, sobrevivente do genocídio de 1915, que como muitos de seus compatriotas, chegou ao Brasil nos anos 20, depois de ter passado os horrores sofridos por milhares de armênios que conseguiram escapar da morte pelos caminhos do deserto de Der-el-Zor, na Síria.

Para narrar esta história a autora tem como base os escritos de Pedro Baidarian, que conta de uma forma direta e simples suas memórias angustiantes, imagem por imagem, palavra por palavra, um relato seu, só seu! Uma autobiografia. Isso talvez explique o fato de Pedro ter gravado suas lembranças cuidadosamente descritas em português, língua que aprendeu, adotou e usou ao longo da vida. Seus escritos não foram confidenciados nem mesmo para seus familiares, tanto que só foram encontrados após sua morte, pela sua única filha.

São recordações que emergem desde sua infância, na cidade de Urfa, na Armênia, região essa outrora berço da história e da religião cristã armênia, pois a Armênia foi a primeira nação a aceitar o cristianismo como religião oficial do Estado, no ano de 303. Após a Primeira Grande Guerra houve a dispersão dos armênios para terras longínquas. Sendo o Brasil um dos países que recebeu de braços abertos muitos dos sobreviventes. Um trecho marcante desta “autobiografia” foi o relato do encontro com o irmão Nazareth, ambos meninos ainda. O irmão se salvou em circunstância trágica e porque não dizer milagrosa.

Meu Pai, Meu Herói - Eu não teria outras palavras para definir meu pai. Sua firmeza de caráter, sua obstinação e sua correta conduta pela vida serviram-me de exemplo e bússola para que eu também me conduzisse na vida da forma como ele o fez. Herança maior não poderia ter deixado. Quando em companhia de outras pessoas, gostava de contar e recontar histórias, demonstrando ao contar, muitas vezes com humor, toda sua sabedoria a respeito da vida. Guardo nas minhas lembranças frases suas que algumas vezes até me fazem sorrir; outras vezes, digo para mim: como ele tinha razão! Como se verá no transcorrer da narrativa, foi um autodidata. Permito-me, agora, um aforismo meu: A morte é o ponto final colocado por Deus na redação que a vida escreve. Não podemos substituir o ponto final por vírgula, dois pontos, exclamação ou mesmo por interrogação, que é o primeiro que nos ocorre.
Mariam Baidarian

Serviço:

Não Se Deve Esquecer
Memórias de um Sobrevivente do Genocídio Armênio

Mariam Baidarian
Scortecci Editora
Autobiografia
ISBN 978-85-366-2050-3
Formato 14 x 21 cm
224 páginas
1ª edição - 2011

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