OSSO E FERRO VELHO / Nege Além

Citar os melhores contos é sempre uma eleição pessoal. Porém, de imediato, Osso e ferro velho, que dá título ao livro, é de causar dor e aflição ao coração de qualquer leitor. E Nege Além apenas traz a relevo esse drama e esse susto sem forçar em nada o andamento narrativo.

Nunca foge dos meios tons e transfere a história para o campo das falas, sem desvios para o teatro ou para o palavrório dispensável. Jamais interfere nos processos narrativos. Deixa que a ação e as personagens caminhem por si mesmas. Até no conto A Jumenta, onde o monólogo se estende mais, em noite natalina, sem apelo apologético, o andamento emocional palmilha em cada frase da história.

E o que dizer de A ermida misteriosa, que fecha o livro? Uma envolvente atmosfera de busca, solidão e unção quase misteriosa de transcendência e paz. Embora de extensão curta, o conto adquire uma visão cósmica que lembra todo um romance. Este escritor, de linguagem tão belamente apurada, é simples nas suas criações, sem cair na facilidade. Eis um contista de primeiro plano, há muito tempo. Tão fácil tirar a prova. Repito sempre para escritores dessa qualidade: é ler e comprovar.
SP, 25/06/2010 - Caio Porfírio Carneiro - Escritor e crítico literário - Secretário Administrativo da União Brasileira de Escritores

Apreciações sobre o livro:

Histórias Bancárias - Prezado Nege Além. Recebi e já li os primeiros cinco contos do seu Histórias Bancárias, mormente face a recomendação do Caio Porfírio Carneiro. Mas, se não fosse isso, creio que o estímulo seria o mesmo. Valem o domínio da linguagem, a arquitetura das formas, a sutileza da expressão e o vigor da força narrativa. Aguarde a visita do Correio.
Dimas Macedo - Fortaleza (CE)

Prezado Nege Além, muito obrigado pelo Histórias Bancárias que você gentilmente me enviou e pelo qual você está duplamente de parabéns: pela originalidade da ideia (acredito que o tema seja inédito) e pelo domínio que você tem desta difícil forma que é o conto. Receba, pois, o abraço e os cumprimentos do Moacyr Scliar.
Dr. Moacyr Scliar - Porto Alegre (RS).

Agradeço-lhe a oferta gentil de suas Histórias Bancárias. Apesar de aposentado como professor da UFC, vivo cheio de compromissos e por isso até agora só li os três primeiros contos, que bastam para mostrar a segurança com que o Sr. trabalha esse gênero difícil. As narrativas que li, sobre o Martineli, sobre a solidão e as bebedeiras do Sr. Vasco, e sobre os 500 emprestados ao Ernesto, trazem notas melancólicas. Fazer o que, se a vida está cheia delas? Justas as palavras do meu amigo Caio Porfírio Carneiro. Envio-lhe um opúsculo de haicais que publiquei há três anos. Saudações.
Sânzio de Azevedo - Fortaleza (CE)

Quero cumprimentá-lo pela ideia de reunir os contos de dois livros num só e pela qualidade de seus textos. Quero também dizer-lhe que ter um prefácio de meu amigo Caio Porfírio Carneiro é um grande acontecimento. Parabéns pelo livro, pela sua criatividade, pela qualidade de seus textos e pelo prefácio também. Cumprimento-o por sua qualidade narrativa que leva o leitor a envolver-se com este narrador, meio real, meio fictício, literário, enfim.
Zina C. Bellodi

Muito grata; acabo de ler Histórias Bancárias. Gostei muito. Sobretudo de sua conquista da “difícil simplicidade”. Drummond me dizia, sempre, que só era hermético quem não conseguia ser simples. Aliás, Caio Porfírio acentua essa simplicidade do contista, bastante bem. O prefácio de Caio Porfírio é perfeito. Gostaria de tê-lo assinado.
Stella Leonardos

Serviço:

Osso e Ferro Velho
Nege Além

Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-2083-1
Formato 14 x 21 cm 
156 páginas
1ª edição - 2011

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