TUBARÕES NUNCA DORMEM / Maria de Fátima Rosa Lourenço

O título deste livro não resume apenas o seu conteúdo, mas, especialmente, o perfil da autora. Incansável como os tubarões, Maria de Fatima Rosa Lourenço carrega deles a força, a garra, a gana; carrega por vezes a ira e a solidão. Carrega, principalmente, a inquietação.

Nos tubarões, a inquietação pode ser a consequência do não dormir, “quase” cientificamente comprovado. Na autora, ao contrário, é a sua inquietação que lhe tira o sono. Inquietação com a vida, com as descobertas, com as possibilidades, com os amores, com o ser, com o humano.

É nisto que reside a diferença. Na autora, essa inquietação acaba por ter uma conotação positiva. Afinal, a ela devemos mais esta obra. Clara ou obscura, objetiva ou retórica, simplista ou rebuscada, cada poesia tem o poder de atingir você, leitor, despertando a sensação que a autora buscou transmitir. Ria, chore, sinta. Isso é poesia. Boa leitura.
Dra. Marcia Correia - Advogada e radialista

Tubarões existem há aproximadamente 450 milhões de anos. Pertencem à família dos elasmobrânquios. São carnívoros e pelágicos. Calcula-se que existam cerca de 400 espécies de tubarão em todo o planeta, das quais 88 são conhecidas no Brasil. Seus tamanhos variam de 0,10 a 18 m de comprimento. Tubarões têm a audição e o olfato muito apurados. São capazes de identificar substâncias diluídas na água, podendo reconhecer uma gota de sangue a 300 m de distância em pleno oceano.

A audição torna-os aptos a perceber vibrações na superfície da água em distâncias de 250 a 650 m, sendo que vibrações desconhecidas podem provocar curiosidade ou medo num tubarão. Em contrapartida, a visão não é bem desenvolvida, o que leva alguns cientistas a acreditar que os tubarões são míopes. A maioria dos tubarões não consegue respirar quando parados. Além disso, pela ausência de bexiga natatória (um órgão hidrostático existente em outros peixes) tubarões têm dificuldade em flutuar.

Por esse motivo a maioria nada incessantemente, uma vez que parados afundariam ou morreriam por asfixia, circunstância que originou a teoria (controvertida) de que não dormem. Diferentemente do mito que atribui aos tubarões ataques violentos ao ser humano, a maioria dos ataques acontece por engano, quando o animal confunde o homem com alguma presa ou sente-se ameaçado e procura se defender. A caça para a retirada das barbatanas é a causa mais comum da morte dos tubarões.

Maria de Fatima Rosa Lourenço nasceu em Araçoiaba da Serra, interior do Estado de São Paulo, aos 27 de maio. Advogada e membro do Ministério Público do Trabalho aposentada, a autora publicou, em 2007, o livro de poesias De tudo, um pouco... Para conhecer um pouco mais de sua escrita, basta acessar o blog duelosliterarios.blogspot.com, no qual escreve esporadicamente, sob o codinome escrevinhadora.
Para contato, escreva para o email mfarosa@hotmail.com 

Serviço:

Tubarões Nunca Dormem
Maria de Fátima Rosa Lourenço
Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2184-5
Formato 14 x 21 cm 
100 páginas
1ª edição - 2011

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