CAFÉ NA VARANDA / Marcos G. Jansen

Por cortesia do autor, tive o privilégio da primeira leitura desses textos. Apreciei o enfoque sagaz, sutilmente irônico, de figuras bem delineadas a executar suas coreografias neste estranho espetáculo de marionetes que chamamos vida.

Nesta época de globalização e consumismo, enlatados e descartáveis, seria de se estranhar alguém afeito às modernas tecnologias vir a público, com este livro, nos lembrar um caminho gostoso, já percorrido por contadores de casos dos quais cito alguns: Guimarães Rosa (Famigerado), Carlos Drummond de Andrade (Caso da Secretária), Fernando Sabino (Basta saber Latim) e Olavo Romano (Como a Gente Negoceia), só para ficar nesses mineiros exemplos.

Portanto, não estranhe o leitor, porque, independentemente do seu original ofício, o artista traz inquietude na alma e necessidade de se expressar. O verdadeiro, o bom escritor, age em consonância com o leitor. Nosso autor escreve em mangas de camisa. Ao revelar, em contos e crônicas, nosso lado humano, lírico, com suas alegrias e tristezas forradas com traços de humor, consolidada acima de tudo, ao meu ver, a tradição de grandes contistas em nossa terra. Dou-lhe parabéns por essa iniciativa e sei que o leitor, assim como eu apreciei, saberá apreciar esse Café na Varanda oferecido por Marcos Jansen.
José Mauro da Costa - Professor de Literatura Brasileira
Contato com o autor
cafenavaranda.jansen@gmail.com 

Não conheci o Marcos nas Minas Gerais que ele nos apresenta neste livro. Nos encontramos quando ele ainda era o Marquinhos, um estudante brasileiro em Lisboa no início dos anos setenta. Minha mãe trabalhava na Embaixada e ele frequentava nossa casa e tocava um violão simpático e eu, ainda um menino, curtia muito aqueles saraus boêmios e divertidos, que me ajudavam a manter a identidade com o Brasil. Foram precisos trinta anos para o nosso acidental reencontro. Nas páginas deste livro delicado, o Marquinhos me brindou outra vez com um pouco desse Brasil profundo e belo que ele cantava com saudade quando éramos jovens.
Valerio Arcary - professor de história no IFSP, doutor pela USP, é autor de As esquinas perigosas da história (Xamã, 2004), entre outros livros.

Jansen deu-me a honra de escrever a contra-capa. Pensei em pedir-lhe informações sobre o seu currículo para me inspirar. Mas isso estragaria tudo. Jansen não é um currículo; Jansen é Jansen. E o seu livro é uma amostra do seu virtuoso jeito de olhar o mundo: o de um menino contando coisas de um Brasil distante, ainda não devastado e cheio de onças onde todos se conheciam e se reuniam para conversar. Degustar os causos de Jansen é ver como a vida pode ser leve, boa, simples e divertida. Para isso, basta dar valor ao que importa: bravura, lealdade, solidariedade, alegria, fé, coesão social. Em torno das palavras, uma delicada trama de amizade e valores humanos se tecia. Com vocês, um universo possível.
Paulo Vitor Lara Resende - Professor e Filósofo.

Eu sempre gostei muito de ouvir o Jansen contar as suas histórias e experiências de vida. No intervalo das aulas, na sala dos professores, era sempre muito gratificante e enriquecedor ouvi-lo. Agora tenho a oportunidade e o privilégio de ler antecipadamente este livro do Jansen. É como se estivesse conversando, tête-à-tête, com ele. Instigante e envolvente. Um reforço na minha mineiridade.
José Luiz da Silva – Presidente da AMP – Associação Mineira de Propaganda e diretor da Populus Comunicação.

Serviço:

Café na Varanda
Marcos G. Jensen
Scortecci Editora
Contos
ISBN 978-85-366-2237-8
Formato 14 x 21 cm 
144 páginas
1ª edição - 2011

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