A FLAUTA E O CAJADO DO PASTOR II / Dionísio da Silva

Os livros didáticos de história têm sido publicados sem mais pesquisas, repetindo as mesmas coisas, algumas lendárias. Agripino Grieco tem esta opinião sobre a maioria dos nossos historiadores: "Eles têm o mesmo espírito de equipe que os alpinistas, que se amarram uns aos outros com uma corda. De livro em livro, eles vão repetindo, sem preocupar-se com pesquisas, que poderiam trazer à tona alguma novidade. Até hoje eles parecem mais interessados em escrever a mitologia do Brasil".

Alguns personagens da nossa história foram durante muito tempo enegrecidos por esses "historiadores", como o foi o Conde de Assumar, o qual foi qualificado de "cínico", "déspota", "Nero português", etc. (...) Graças a alguns estudiosos, como o Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, o Cônego Bueno de Siqueira e D. Conceição Borges Ribeiro Camargo que, na sua posse para o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, a 5 de fevereiro de 1966, escolheu o Conde de Assumar como seu Patrono.

(...) Cumpre ter profundo respeito pelo estudo da história. Honra a um historiador retificar seus juízos já emitidos, ante uma análise mais meditada de documentos compulsados, ou à luz de outros, ao depois descobertos."
(Excertos extraídos da Revista "Rua Direita", Nº 2, Novembro/1974, Mariana (MG.), do texto "Bons Feitos do Conde de Assumar", D. Oscar de Oliveira).

Dionísio da Silva é um escritor, poeta, teatrólogo, ensaísta, que se preocupa com o que escreve e informa aos seus leitores. Há mais de 31 (trinta e um) anos, ele faz pesquisas, estuda, esquadrinha e redige o que encontrou sobre o que de fato aconteceu em Minas Gerais, na plenitude do longínquo século XVIII. Nas pesquisas realizadas descobriu alguns equívocos que os livros de história atuais repetem e tentará num futuro próximo esclarecer aos leitores o que de fato ocorreu.  Para escrever o livro A Flauta e o Cajado do Pastor II, Dionísio da Silva ou Amadeu Cirilo dedicou mais de 3 (três) anos de pesquisa na Biblioteca Mário de Andrade (SP), inclusive, na Seção de Obras Raras; Biblioteca Nacional (RJ), e Biblioteca do Arquivo Público Mineiro, Ouro Preto (MG). As fotos coloridas que ilustram o livro dão muitas provas do trabalho efetivo feito por este poeta. Vale a pena ler o livro, inclusive para conhecê-lo melhor. Vamos lá!
Dionísio da Silva

Sobre o livro “A Flauta e o Cajado do Pastor II – 1ª parte

O livro A Flauta e o Cajado do Pastor II – 1ª parte contém uma “Carta Dedicatória” ao ilustre poeta árcade Cláudio Manoel da Costa, meu heptavô, um “Prólogo ao leitor”, dando-lhe nota sobre a feitura do livro, cento e um sonetos em língua portuguesa e sete na francesa. Dionísio da Silva, ou Amadeu Cirilo procurou seguir na íntegra o modelo clássico de sonetos, com os acentos na 4ª, 6ª, 8ª e 10ª sílaba, com o recuo para a 3ª e ou a 7ª ou com o avanço para a 5ª e/ou a 9ª. As rimas são aparelhadas, alternadas, nos quartetos e cruzadas, nos tercetos, com exceções.

Predomina nas poesias um lirismo saudosista, sentimental, amoroso. Amadeu Cirilo pretendeu nelas o retorno ao passado, à infância, ao século XVIII, à Hélade (Arcádia) antiga. Na infância: “uma cerca aqui houve, eu nunca me esqueço”. No século XVIII: “Que lindas foram as noites lá”. Na Grécia antiga, na harmonia e simpatia dos pastores. Os pastores têm nomes greco-latinos, hebraicos ou italianos: Doroteu, Dirceu, Fido, Filomena, Brites, Mariana, Davi. Dircéia é uma homenagem à peça de igual nome de Pietro B. Metastasio, poeta italiano. Como esse retorno é impossível, o poeta é triste e as poesias são carregadas dessa tristeza.

A figura feminina, quando surge, vive escondendo-se, fugindo, como “Mariana (MG), que se “encosta pelas encostas dos montes”, ou, em segredo: “Dircéia? Dircéia? Onde estas? Onde? Onde?” A beleza da mulher amada sobressai sobre as outras: “Minha linda Dircéia tem olhos verdes, como o capinzal dos melhores prados”. Mas ela é difícil de ser alcançada: “Ela, em crueldade, é mais severa que leopardos.” A natureza aparece pura, simples, bela, tranquila, ou, hostil e cruel. No campo, ao contrário da cidade, a vida é simples, os pastores vivem em choupanas e cantam uma cantiga que vem da alma. Ás vezes, a vida no campo é cruel, hostil: “O sol ardia derretendo a geada.” E “Não vês Dircéia que vem congelando o Bóreo, que queima e tudo maltrata?” Deus vem nas poesias com o nome grego de “Zeus” e existem muitos traços da mitologia grega e de suspense nelas, como  em “pasmava de medo”, “hórrida figura”, etc.
Miryamn Volpato da Silva

Serviço:

A Flauta e o Cajado do Pastor II - 1ª Parte
Dionísio da Silva

Scortecci Editora
Poesia
ISBN 978-85-366-2159-3
Formato 14 x 21 cm 
130 páginas
1ª edição - 2011

Mais informações:

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