A REPÚBLICA DO ELDORADO / Thiago Augusto Zardo

Sob o domínio de Hitler, o exército alemão avançava pelo continente europeu destruindo e conquistando vários países. O ditador já havia tomado quase toda parte central e ocidental da Europa. Milhões de judeus foram perseguidos. No mesmo ano, do outro lado do planeta, em meio a uma imensa floresta de araucárias localizada no norte do estado do Paraná, um alemão chamado Enri Stalk abria com foice e facão uma picada na mata fechada  para chegar ao lugar escolhido para implantar a República do Eldorado.

Em quarenta dias ininterruptos, trinta juntas de bois e dois caminhões trabalharam incessantemente no transporte de grande parte do material para construção do que viria a ser conhecido um dia como Castelo Eldorado. Internamente o castelo possuía cômodos que foram todos mobiliados com móveis vindo diretamente do Velho Mundo. As cortinas que foram confeccionadas à mão na Síria. Os lustres, alguns deles pesando mais de sessenta quilos de bronze e cristal, foram encomendados da região da Boemia e da Dinamarca.

A elegante escadaria que serve de acesso ao andar superior foi feita toda em mármore branco de Carrara e a banheira da suíte rosa fora feita em mármore rosa vindo de Portugal. Paralelamente à construção do Eldorado, a serraria começava a funcionar a todo vapor. A madeira cortada na mata da propriedade era transportada por caminhões até a serraria, onde rapidamente era processada e se transformava em vigas, tábuas e, sobretudo em madeiras para caixaria, que seriam usadas principalmente na produção de caixas para o armazenamento de garrafas de cerveja. Em menos de cinco anos o senhor Henri Stalk havia se tornado o dono da maior serraria da América.

Enfim, onde antes reinava apenas a natureza em estado virgem, agora imperava um dos mais fantásticos projetos de desenvolvimento econômico que o norte do estado havia testemunhado e o misterioso Henri Stalk havia se tornado o rei absoluto das serrarias da América Latina e, como todo rei que se preze, possuía seu próprio reino, sua própria moeda e seu próprio castelo. O local ficou conhecido em todo o Paraná como a República do Eldorado.

“Nem todos os livros são tão tediosos quanto seus leitores”
Henri David Thoureu

Thiago Augusto Zardo nasceu no município de Paranavaí (PR) no ano de 1977. Estreou no mundo da literatura no ano de 2000 com um livro de poemas intitulado O Casulo. Formou-se em Medicina Veterinária no ano de 2003, pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR). No ano de 2008 participou da 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde lançou o livro de contos A Mentira Patológica. Em 2009 foi convidado pela Secretaria do Estado do Paraná para participar da 1ª Bienal do Livro de Curitiba. O menino que fazia Poesias lançado no ano de 2010, foi sua estreia no universo da literatura infantil e está em sua terceira edição.

Serviço:

A República do Eldorado
Thiago Augusto Zardo
Scortecci Editora
Ficção
ISBN 978-85-366-2420-4
Formato 14 x 21 cm 
72 páginas
1ª edição - 2011

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